Israel ataca Líbano após anúncio de cessar-fogo

drones israelenses atingiram ao menos três localidades no sul do Líbano nesta quinta-feira, minutos após a divulgação de um cessar-fogo mediado pelos EUA. Um socorrista morreu e outro ficou ferido em Zebdine, elevando o saldo de profissionais de saúde mortos desde o início da guerra para 130.

Horas antes, o exército israelense informou que uma “entrada de aeronave hostil” acionou o alerta aéreo em um vilarejo no norte de Israel, próximo da fronteira com o Líbano. A declaração de cessar-fogo, anunciada em Washington, trazia termos de suspensão total de disparos pelo Hezbollah e de retirada de seus membros da área ao sul do Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira.

O acordo prevê zonas piloto sob controle exclusivo das Forças Armadas Libanesas e prevê avanços rápidos para um acordo global, com nova rodada de negociações prevista para a semana de 22 de junho. As duas nações, que não mantêm relações diplomáticas, reiteraram o objetivo de reduzir hostilidades com etapas coordenadas entre Beirute e Tel Aviv.

Israel e o Líbano já tiveram várias rodadas de negociações em Washington. Enquanto tratam de implementação prática do cessar-fogo, aumentam as tensões: na quarta-feira, ataques israelenses deixaram pelo menos 10 mortos no Líbano. O Hezbollah reivindicou novos ataques a Israel, e o Exército hebreu afirmou que poderia responder em caso de agressões ao seu território.

Trump, em seu segundo mandato nos EUA, pediu que as negociações sobre o Líbano sejam tratadas separadamente das questões envolvendo o Irã e disse que gostaria de se encontrar com o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, em um provável encontro. O chanceler iraniano alertou que qualquer ataque a Beirute poderia provocar uma retomada em larga escala da guerra na região.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 600 pessoas já morreram no Líbano desde 17 de abril, marco de um cessar-fogo que tem sido violado por ambos os lados. Do lado israelense, o conflito já deixou mais de 3.500 mortos desde o início da ofensiva no Líbano, além de milhares de deslocados.

Como a guerra continua a se desenrolar, a região observa cada evolução com cautela. Conte para a gente: qual é a sua leitura sobre o papel de mediadores internacionais e as chances de um acordo estável nos próximos dias? Deixe sua opinião nos comentários.

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