Teresa Leitão assume a liderança do governo no Senado, iniciando uma fase de reconstrução de pontes com o presidente da casa, Davi Alcolumbre, e com foco na aprovação de pautas-chave antes do recesso e das eleições de 2026.






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A nova liderança surge em meio ao atrito entre o Palácio do Planalto e o Senado, após a saída de Jaques Wagner, que deixou o posto em meio a investigações envolvendo interesses de um banco. Lula já confirmou encontro com Leitão para esta segunda-feira, marcando o primeiro contato presencial desde a escolha para o cargo.
No centro das atenções está a PEC da redução da jornada de 44 para 40 horas, aprovada na Câmara, mas ainda emperrada no Senado. O governo planeja acelerar a tramitação antes do recesso, que começa em 18 de julho. Enquanto a base apoia a mudança, a oposição apresenta uma alternativa que mantém a escala atual com contratos por hora.
A expectativa é que a reunião de alinhamento ocorra na próxima quarta-feira (1º/7) com a participação dos autores da PEC, Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSol-SP), além de Leitão e representantes de centrais sindicais. Também está prevista uma audiência pública no Senado, sinalizando o início formal da negociação.
Nos bastidores, a reconciliação entre Lula e Alcolumbre é vista como condição-chave para o avanço da pauta. Leitão, que terá apoio do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, pode atuar como ponte entre o Planalto e o comando do Senado, facilitando acordos entre governo e base aliada.
Quem é Teresa Leitão: aos 74 anos, pedagoga e sindicalista de Pernambuco, ela já foi deputada estadual por cinco mandatos e, desde 2023, ocupa o Senado, onde preside a Comissão de Educação e era líder da bancada do PT. Sua experiência na base alinha-se a uma atuação voltada à cooperação entre o palácio e a Câmara.
Entre outras prioridades, o governo mira a PEC da Segurança Pública, a regulamentação de minerais críticos, a criação do Redata para compartilhamento de dados entre órgãos e a tramitação de MPs, que exigem comissões mistas. O objetivo é evitar que pautas de alto custo avancem sem negociação prévia.
Leitão precisa destravar votações, mapear votos com antecedência e manter o diálogo com Lula para impedir que pautas impopulares avancem sem acordo. A expectativa é de que a nova liderança consiga, ao menos, pavimentar um caminho de consenso entre governo e Senado.
E você, qual a sua leitura sobre a atuação da nova líder no Senado e o potencial de avanços nas pautas do governo? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo e participe da conversa.
