Resumo: O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 9 de junho, o relatório que recomenda a suspensão de três meses do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por ofensas ao presidente da Casa, Hugo Motta, proferidas durante um evento em Campo Grande. A decisão teve 9 votos a favor e 4 contrários e ainda pode ser contestada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir ao plenário para a sentença final. Palavras-chave: Conselho de Ética, Marcos Pollon, Hugo Motta, CCJ, Câmara dos Deputados.

Durante o evento em Campo Grande, Pollon mencionou a Lei da Dosimetria — que ainda não estava na pauta — e, em seguida, dirigiu ataques ao deputado paraibano, gerando a abertura do processo no Conselho de Ética. A sessão levaria à suspensão por três meses, conforme o relatório que recebeu parecer favorável pelos membros.
O deputado foi ainda registrado dizendo, em tom ácido, uma crítica que chamou a atenção do plenário: “A anistia está na conta da… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m”, frase que provocou a abertura formal de providências contra ele.
A defesa pode recorrer à CCJ antes de levar o caso ao plenário, onde a sentença final será proferida. Esta é a segunda vez que o Conselho de Ética recomenda a suspensão de Pollon: a primeira ocorreu em maio, relacionada à participação dele no motim bolsonarista que ocupou a Mesa Diretora da Câmara, impedindo o presidente de ocupar a cadeira no plenário.
O caso reforça a tensão entre opinião pública, disciplina parlamentar e o funcionamento das regras para conduta de deputados dentro da Câmara. O desfecho move a tramitação para o CCJ e, em seguida, ao plenário, onde a decisão final poderá impactar o mandato de Pollon e o equilíbrio institucional do Legislativo.
E você, o que pensa sobre as medidas disciplinares contra parlamentares e o papel do Conselho de Ética na Câmara? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre os limites da atuação pública e a responsividade política.
