Uma investigação da BBC revela que mais de 300 migrantes curdos iraquianos, a caminho da Europa, foram sequestrados na Líbia, torturados e ameaçados de remoção de órgãos, expondo a brutalidade que marca as travessias pelo Mediterrâneo.

De acordo com a apuração, os sequestradores atuavam por meio de uma milícia na Líbia e cobravam US$ 5 mil por pessoa — cerca de R$ 26 mil — tentando forçar familiares a pagar. As ameaças de retirar órgãos eram usadas para impor conformidade. Embora algumas operações de resgate tenham ocorrido, a BBC aponta que pelo menos um refém morreu e não há um número definitivo de pessoas ainda mantidas em cativeiro.
A Líbia permanece como o principal centro de trânsito para migrantes rumo à Europa. Dados preliminares da Frontex indicam 28.500 travessias do Mediterrâneo nos primeiros quatro meses de 2026. A OIM estima que mais de 1.200 pessoas perderam a vida neste ano, enquanto muitos migrantes enfrentam redes de tráfico, escravidão e exploração sexual.
A reportagem destaca a vulnerabilidade desses migrantes e a necessidade de respostas humanitárias e políticas que protejam quem foge de conflitos. O tema reacende o debate sobre formas de reduzir tragédias e de coibir redes criminosas. E você, qual a sua visão sobre políticas de migração e as condições das travessias? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.
