Uma operação do Gaeco, braço do Ministério Público dedicado ao combate ao crime organizado, investiga possível infiltração criminosa em órgãos públicos de São Paulo. Na ação, um policial civil e um ex-estagiário do próprio Ministério Público foram presos, suspeitos de ligação com ações atribuídas ao PCC.

A ação foi deflagrada em Campinas, Cardoso e outros municípios paulistas, com 10 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Ela integra a chamada Operação Infiltrados, desdobramento de investigações sobre um suposto plano de assassinato do promotor Amauri Silveira Filho, responsável por apurações contra o crime organizado no Gaeco de Campinas.
Entre os elementos apurados, os investigadores apontam um chefe de investigadores da Dise de Campinas que manteve contato com pessoas ligadas ao esquema. Também foi analisado se dados sobre a rotina, deslocamentos e atividades do promotor teriam sido levantados para subsidiar o atentado; um encontro entre investigados chegou a ser registrado e compõe o material analisado.
A apuração também aponta um estagiário que atuava em uma unidade do Ministério Público, que teria utilizado acessos internos para consultar bancos de dados e identificar alvos com elevado poder financeiro. A suspeita é de que essas informações tenham sido usadas para extorsões, pressionando as vítimas a pagamento de suposta proteção ou para evitar problemas com órgãos de persecução penal.
As diligências, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Penal e do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar, visam esclarecer o alcance do suposto esquema de infiltração. A operação reforça o monitoramento sobre a atuação de células criminosas dentro de estruturas públicas no estado de São Paulo.
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