Resumo: em 2026, Rey Vaqueiro emerge como uma das atrações mais buscadas nos festejos juninos da Bahia, com cachês elevados e a atenção do MP-BA para controlar gastos, sem atrapalhar a programação.
Nascido em São Paulo, o cantor de 26 anos, cujo nome de batismo é David Linhares Pereira de Sousa, adotou as raízes nordestinas e, em 2026, aparece como a 11ª atração mais contratada no estado, com 19 apresentações e cachês entre R$ 450 mil e R$ 500 mil. O resultado é um faturamento estimado de R$ 9,4 milhões apenas com shows.
Entre 2024 e 2025, Rey viu sua remuneração subir de R$ 90 mil para R$ 280 mil, uma variação de 211,1%. Em 2026, a variação foi de 76,7%, com uma média de contrato de R$ 494.737,00. O crescimento expressivo já chamou a atenção do MP-BA, que monitora números para evitar dissonâncias entre contratos e o mercado.
Apaixonado pelo forró desde jovem, Rey deixou São Paulo em 2022 e se estabeleceu no Rio Grande do Norte, onde se tornou referência do estilo. Além do forró, ele cita Luiz Gonzaga e Tim Maia como influências, somando mais de 5 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
Dados do Ministério Público da Bahia (MP-BA), via Painel de Transparência dos Festejos Juninos, apontam que a variação de Rey até 2025 foi de 211,1% e, em 2026, a média contratual sobe para quase meio milhão de reais. O MP-BA já observa que a notoriedade pode justificar valores superiores, desde que haja fundamentação técnica.
A Nota Técnica do MP-BA, produzida com apoio do TCE-BA e TCM-BA, orienta cidades a manterem critérios consistentes, buscando evitar sobrepreços e cumprir a Lei de Licitações e a Lei de Responsabilidade Fiscal. O documento recomenda usar como referência os valores pagos aos artistas no São João de 2025 dentro do mesmo estado; se não houver registro, ampliar a pesquisa para os últimos 12 meses.
Polêmica com Flávio José: o veterano anunciou cancelamento de shows na Bahia em 2026, alegando que o MP-BA sugeriu reduzir o cachê de R$ 350 mil, contra R$ 250 mil em anos anteriores. Em resposta, a assessoria do MP afirmou que, nos últimos quatro ciclos, houve escalada de contratos, com médias em torno de R$ 700 mil, justificando ajustes para manter equilíbrio financeiro e legal.
O Bahia Notícia aponta que artistas de outros gêneros também devem surpreender, como a dupla Ze Neto & Cristiano, com previsão de R$ 2,715 milhões em três shows — cerca de R$ 905 mil por apresentação — demonstrando que o mercado está mais caro e diverso. O MP-BA reforça que criticamente é preciso fundamentar cada valor com dados técnicos e mercadológicos.
Conforme o MP-BA, o objetivo é reduzir riscos institucionais, evitar superfaturamento e assegurar que contratações sigam a legislação, sem frear a realização das festas. A instituição afirma que regras também ajudam a justificar reajustes quando a notoriedade de um artista sobe repentinamente.
Agora, queremos saber a sua opinião: você acha que os custos dos shows para o São João de 2026 estão dentro da realidade do mercado ou há espaço para ajustes maiores na gestão dos festejos? Deixe seu comentário e conte como você enxerga o equilíbrio entre talento, cultura e orçamento público.



