Trump afirma ter autorizado abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e fim do bloqueio naval dos EUA na região

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo de paz com o Irã que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e o fim do bloqueio naval americano na região. A negociação, mediada pelo Paquistão, aponta para uma primeira etapa de normalização entre as partes e indica que a cerimônia de assinatura deve ocorrer em breve, com detalhes a serem ajustados nos próximos dias.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, escreveu nas redes sociais. “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir”, completou.
A divulgação oficial chegou inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Segundo ele, ambos os lados declararam a término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. A cerimônia de assinatura do cessar-fogo deve ocorrer na sexta-feira, 19 de junho, na Síria, segundo informações compartilhadas pelos mediadores.
“Com o acordo agora em vigor, os mediadores facilitarão uma série de reuniões esta semana. Essas discussões pré-implementação estabelecerão as bases para as negociações técnicas e a cerimônia oficial de assinatura”, afirmou Sharif. Até o momento, nem o governo iraniano nem autoridades islâmicas se manifestaram sobre o pacto.
Durante o dia, Trump já havia sinalizado avanços nas negociações entre Washington e Teerã e indicou que o anúncio poderia ocorrer ainda neste domingo. Os detalhes sobre o acordo ainda não são totalmente públicos. Na sexta-feira (12/6), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, revelou alguns pontos:
Na segunda parte, estão previstos:
- a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã;
- na segunda fase, a reabertura do Estreito de Ormuz e a criação de um mecanismo de taxas na via marítima, controlado pelo Irã;
- um novo cessar-fogo por 60 dias para discutir a segunda fase;
- o fim da guerra no Líbano e o recuo de tropas de Israel;
- o desbloqueio de ativos iranianos no exterior; e
- o fim do bloqueio dos EUA contra portos do Irã.
Apesar de Trump ter dito que o tratado construiria uma “muralha” para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, autoridades iranianas afirmam que as discussões sobre o programa nuclear deverão começar apenas após a implementação da primeira fase do pacto.
Este é um momento de leitura atenta sobre os próximos passos: as negociações técnicas, a timeline de implementação e o desfecho definitivo ainda dependem de confirmação formal de Teerã e de Moscou/alianças regionais, além de observadores independentes.
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