Resumo: no MPF de São Paulo, a ex-comissionada Meire Pereira acusa perseguição do procurador Marcos José Gomes Corrêa após um relacionamento casual entre eles. Corrêa afirma que o caso está em tramitação na Justiça Federal e que não houve vínculo pessoal comprovado. Documentos do processo, com mensagens trocadas entre 2021 e 2022, embasam a controvérsia e revelam conflitos entre o interesse profissional e a vida pessoal dentro do órgão.
Em fevereiro de 2023, Corrêa acionou a Justiça Federal contra Meire Pereira, alegando perseguição após sua exoneração em novembro de 2022. A defesa do procurador sustenta que as acusações de Meire não se sustentam juridicamente, enquanto a advogada afirma ter sido vítima de manipulação e assédio no ambiente de trabalho.
Conforme o processo, documentos sob sigilo apontam uma sequência de mensagens entre Meire Pereira e Corrêa, com referências a encontros, beijos e uma relação que, segundo a acusação, acabou misturando o pessoal com o profissional. Os diários de conversas teriam ocorrido entre 2021 e 2022, enquanto ela ainda atuava no gabinete dele.
O vínculo começou quando Meire foi cedida para trabalhar com o procurador por 30 dias, em 2020, enquanto ainda atuava no gabinete da chefe do MPF em São Paulo. Em 2022, ela passou a trabalhar diretamente no gabinete de Corrêa, que afirma não ter desenvolvido sentimento e diz ter mantido a relação apenas como amizade profissional.
A defesa de Meire Pereira descreve o que considera uma relação problematizada, com cobranças de reciprocidade e relatos de que o procurador não reconhecia os sentimentos dela. Em certo trecho, ela descreve que, ao chorar, o procurador teria feito uma pergunta desconcertante sobre o que ela já tinha enfrentado, sugerindo uma tensão emocional ligada ao término do relacionamento.
Meire afirma que, mesmo antes de deixar o MPF, suas tentativas de manter o emprego foram acompanhadas de pressões. Em novembro de 2022, após uma exoneração, ela disse ter sido vítima de manipulação e assédio, mas acabou deixando a instituição, o que, segundo ela, contribuiu para uma crise de saúde mental. Corrêa, por sua vez, sustenta que as acusações de perseguição surgiram apenas após o término do vínculo e que ele não teve participação na exoneração.
A Procuradora Regional Raquel Cristina Rezende Silvestre defende a competência da Justiça Federal e do MPF no caso, argumentando que Meire teria usado a proximidade com o procurador para perseguir o servidor e que houve uso da Corregedoria para denunciar a situação. Corrêa afirma que o processo tramita na instância inicial do MPF e que as mensagens apresentadas refletem a versão da acusação, não comprovando, de forma inequívoca, um relacionamento amoroso.
Seguimento do caso: a apuração envolve a corregedoria e a Justiça Federal, com alegações de violências psicológicas, chantagens e tentativas de retorno ao MPF pela defesa de Meire. Enquanto isso, ambos os lados mantêm posições firmes sobre a interpretação das mensagens e sobre a responsabilidade institucional de cada um no episódio.
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Encerrando, o caso permanece aberto e envolve acusações mútuas entre uma ex-assessora do MPF e um procurador de destaque. A leitura das mensagens e a análise jurídica seguem em curso, com a defesa destacando a ausência de provas inequívocas de relação amorosa e a acusação apontando para danos pessoais e profissionais causados pelo que descrevem como perseguição.
E você, qual é a sua leitura sobre o episódio? Acredita que o ambiente institucional pode ter sido prejudicado pela mistura entre vida pessoal e função pública, ou vê as acusações como parte de um confronto entre duas perspectivas dentro do MPF? Compartilhe sua opinião nos comentários.
