PF apresenta Programa Guardiões da Infância e capacita equipe do Materno-Infantil de Ilhéus para identificar vítimas de crimes virtuais

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Ilhéus, BA — O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade da Fundação Estadual Saúde da Família (FESF-SUS), realizou, nesta segunda-feira (15), uma roda de conversa entre seus colaboradores e agentes da Polícia Federal sobre o programa Guardiões da Infância, iniciativa da PF voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência sexual e do abuso infantojuvenil, especialmente no ambiente digital.

O encontro ressaltou as três frentes de atuação do programa. Na educação e conscientização, são promovidas palestras para adolescentes, pais e educadores sobre uso seguro da internet e identificação de sinais de risco. As ações de prevenção nas escolas orientam sobre privacidade e a responsabilidade de não compartilhar dados pessoais. Por fim, a capacitação da comunidade e de profissionais busca reduzir vulnerabilidades e incentivar a denúncia de abusos.

Dados relevantes — O Brasil ocupa a sétima posição mundial e o primeiro lugar na Amé­rica Latina em crimes sexuais cibernéticos. Entre as vítimas, 8 em cada 10 têm menos de 18 anos, 86% são meninas. No ambiente digital, 1 a cada 5 adolescentes é atingida por violência. No ano anterior, foram registrados mais de 4 milhões de materiais de abuso sexual identificados e compartilhados globalmente.

Hospital-Escola e rede de proteção — O Hospital Materno-Infantil é apresentado como um hospital-escola que valoriza a humanização do cuidado, os direitos da mulher e da criança, e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. A instituição integra o projeto de Justiça Restaurativa da Vara da Infância e do Adolescente, promovendo a articulação da rede de proteção à primeira infância e estimulando a participação dos profissionais da saúde na melhoria do atendimento a gestantes, crianças e adolescentes, bem como na promoção da convivência familiar.

Além de atender partos e internação, o hospital oferece ambulatório de pré-natal de alto risco, consultas especializadas em obstetrícia, cardiologia, enfermagem, nutrição e psicologia, consolidando-se como polo de ensino, pesquisa e produção de conhecimento em saúde. A iniciativa reforça o compromisso com a qualidade do cuidado e com a construção de uma rede de proteção mais eficaz para crianças e adolescentes.

E você, o que acha de iniciativas que unem saúde, educação e segurança para proteger crianças e adolescentes? Compartilhe sua opinião, experiências ou perguntas nos comentários. Sua participação enriquece o debate e faz diferença na prática cotidiana das comunidades.

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