Durante o G7, o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, disse ter conversado com o presidente Lula e citou a polêmica envolvendo as facções criminosas PCC e CV — classificadas pelos Estados Unidos como terroristas — além de mencionar tarifas adicionais que poderiam recair sobre o Brasil.

Trump foi questionado, em coletiva no G7, sobre a classificação das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e sobre as tarifas propostas pelos EUA. Ele afirmou que o Brasil está se tornando um país duro politicamente e meio desagradável, comentários que acompanharam a discussão sobre PCC-CV e as medidas tarifárias.
No início do mês, o governo americano classificou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida coincidiu com visitas de autoridades brasileiras aos EUA, incluindo o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, o que levou o Brasil a criticar a decisão, afirmando que poderia dificultar o combate ao crime.
Além disso, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) concluiu uma investigação e propôs tarifas adicionais ao Brasil e a outros 59 países, por suposta falha em deter o trabalho forçado. A notícia alimenta tensões entre os dois países em temas de comércio e direitos trabalhistas.
Em outro trecho, Trump confundiu Flávio Bolsonaro com Eduardo Bolsonaro, afirmando que o “Bolsonaro Jr.” teria sido preso. Na realidade, Eduardo mora no Texas e não está envolvido na acusação, enquanto Flávio desponta como principal adversário político de Lula. A Casa Branca informou que não tinha nada a acrescentar aos comentários do presidente.
Para quem acompanha política internacional, o episódio mostra como as declarações de alto nível podem impactar o debate interno sobre segurança, economia e elegibilidade eleitoral, além de testar a relação entre Brasil e EUA em um momento de acirramento diplomático.
E você, o que pensa sobre esse conjunto de declarações e decisões? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como acredita que esse episódio pode influenciar as eleições e as relações Brasil-Estados Unidos.
