Deputado Fred Costa arrenda avião para grupo investigado por tráfico

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O deputado Fred Costa arrendou uma aeronave Embraer Emb-121 Xingu para a CNM Aviação, empresa ligada à operação Flight Level, que investiga tráfico internacional de drogas. O contrato, registrado pela ANAC, tem duração de 18 meses e prevê pagamento de R$ 4 por quilômetro voado, com garantia mínima mensal de R$ 30 mil.

A CNM Aviação foi criada em 2021 por Juliana Costa Nobre Magalhães, hoje proprietária única, que ocupa o Hangar 3 do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O hangar já havia sido gerido pela BHZ Táxi Aéreo, ligada ao empresário Leonardo Costa Nobre, irmão de Juliana, figura central na apuração que envolve uma quadrilha ligada ao tráfico de cocaína. Em 2020, 175 kg da droga foram apreendidos no aeroporto de Lisboa, com trecho vinculado ao mesmo hangar em BH.

Hangar da CNM Aviação
Hangar da CNM Aviação

As investigações sobre o grupo, que envolve Leonardo Costa Nobre, foram alvo de decisões do ministro Og Fernandes, do STJ, que apontaram indícios de envolvimento da organização com operações de tráfico e com a empresa BHZ Tàxi Aéreo. A partir de diligências, a PF aponta mudanças na fachada do hangar e outras evidências que ligariam Juliana a atividades empresariais associadas aos irmão.

Fred Costa afirmou à coluna não ter identificado impeditivos para o negócio e ressaltou que realizou todas as diligências cabíveis antes do arrendamento. Em nota, ele sustenta não possuir relação com os fatos ocorridos cinco anos antes do acordo e afirma que a CNM Aviação opera de forma independente, inclusive com outra aeronave registrada sob sua operação.

Juliana Costa Nobre negou qualquer envolvimento com o tráfico e alegou que não foi denunciada por crimes relacionados a drogas. Os advogados dessa defesa afirmam que Juliana não possui indícios de condenação e continua colaborando com as autoridades, buscando esclarecer equívocos e retificar informações equivocadas sobre sua atuação empresarial.

A operação Flight Level ganhou notoriedade ao envolver o hangar da Pampulha, a apropriação de aeronaves e a relação de personagens próximos, incluindo a traficante Karine Campos, apelidada de “rainha do pó” e, conforme o caso, condenada a cumprir pena, mas ainda foragida. As investigações ressaltam um portfólio de ações entre empresas de táxi aéreo, ligações familiares e disputas legais que permanecem em apuração.

E você, o que pensa sobre o uso de aeronaves privadas por empresários ligados a investigações de tráfico? Deixe seu comentário com a sua visão sobre os riscos, a transparência de contratos e o papel de autoridades na fiscalização desse tipo de operação.

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