Koulibaly critica restrições dos EUA na Copa: “Não entendo por que pessoas da África não podem ter representantes”

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Senegal abriu a Copa do Mundo de 2026 com derrota por 3 a 1 para a França, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O capitão Kalidou Koulibaly aproveitou a zona mista para falar sobre a ausência de parte da torcida senegalesa, reflexo das restrições migratórias dos EUA, e o time já mira a recuperação na próxima rodada.

Em dezembro, o governo dos EUA impôs limitações parciais de viagem para cidadãos de Senegal, Costa do Marfim, Haiti e Irã. Embora atletas, dirigentes e familiares próximos tenham recebido exceções, muitos torcedores ficaram impossibilitados de viajar para acompanhar as seleções.

A federação Senegalesa afirmou ter feito o possível para viabilizar a presença de pais e familiares, mas reconheceu que alguns torcedores não puderam entrar no país. “A federação fez o possível para que nossos pais ou familiares próximos pudessem estar conosco. Mas é verdade que alguns torcedores não puderam viajar para os Estados Unidos. Acho que cada equipe pode ter seus representantes, então não entendo por que pessoas da África não podem ter os seus”, disse o capitão.

O defensor, que construiu carreira na Europa com Napoli e Chelsea, evitou entrar em debates políticos, lembrando que o futebol deve ser um espaço acessível a todos. “Não quero falar de política. Só quero falar de futebol; o futebol é para todos. Sei que a situação pode melhorar, mas o mais importante é jogarmos pelo nosso povo”, afirmou.

Apesar de o apoio da diáspora senegalesa ter se manifestado com força, principalmente na região de Nova York, o elenco não conseguiu impedir a derrota para a França. Agora, Senegal busca recuperação contra a Noruega, comandada por Erling Haaland, na próxima segunda-feira (22), para manter vivo o sonho de avançar.

A atmosfera do MetLife Stadium mostrou o poder do futebol de reunir pessoas, mesmo em território estrangeiro, e reforçou a ideia de que o jogo pode aproximar torcedores e comunidades ao redor do mundo.

E você, qual é a sua opinião sobre o impacto de restrições de viagem em grandes torneios? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da conversa sobre como o futebol pode aproximar atletas, torcedores e povos, independentemente de fronteiras.

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