Sérgio Reis relembra o susto de um AVC em 2002 e revela que, durante a cirurgia, pediu ao neurocirurgião Guilherme Carvalhal Ribas para abrir todo o tampão do cérebro para uma avaliação completa, visando não colocar em risco a voz e a carreira musical.
Durante participação no podcast de Flávio Prado, o cantor contou que temia perder a capacidade de cantar e, por isso, exigiu que não apenas a área atingida pelo AVC fosse examinada, mas todo o cérebro. Em tom direto, ele relatou que pediu para que o médico olhasse tudo, não apenas o local do derrame, para detectar qualquer anomalia que pudesse ameaçar sua voz no futuro.
“Eu tenho que cantar. Olha todo o cérebro, não quero que olhe só aqui. Se eu tiver outro AVC, de que adianta?”
O episódio ocorreu no Einstein, onde o artista já estava internado, e ele descreveu o pedido como uma forma de garantir o retorno seguro aos palcos. A ideia era que a avaliação cobrisse toda a região cerebral, não apenas a área devastada pelo AVC.
Entenda o contexto: o derrame ocorreu durante viagem em um avião particular rumo ao interior, o que lhe tirou parte da visão e a mobilidade do lado direito do corpo. Meses depois, exames indicaram a necessidade de uma intervenção para conter a hemorragia e remover coágulos. A cirurgia foi bem-sucedida e permitiu que ele retomasse a atividade profissional pouco tempo depois, voltando aos palcos apenas 15 dias após o procedimento.
Entretanto, a história de Reis não ficou apenas no acaso de um episódio médico. Ela revela também a determinação de um artista em preservar sua vocação e de buscar, com humildade, a melhor forma de continuar cantando com qualidade e saúde.
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