Intel anunciou, durante o VLSI Symposium, em Honolulu, que já iniciou a produção do nó de chip 18A-P, marcando um passo estratégico para atrair clientes externos, com a Apple entre os potenciais parceiros e reforçar a Intel Foundry como fornecedora de processadores avançados.
O 18A-P entrou em fase de risk production, um estágio inicial de fabricação em que os dados verificam se o chip atenderá às exigências dos clientes quando for qualificado. A empresa vê o 18A como peça central da recuperação, buscando transformar a Intel em uma fabricante competitiva, não apenas para seus próprios produtos.

Janeiro foi o mês em que a Intel levou o 18A para chips de PC, mas ainda não fechou um grande cliente externo. Analistas veem o 18A-P como um teste mais promissor para ganhar espaço junto a grandes parceiros.
De acordo com a empresa, o 18A-P pode oferecer 9% a mais de desempenho ou 18% de economia de energia em relação ao 18A, já produzido em volume na fábrica do Arizona desde dezembro. O chip também promete ser pelo menos 20% mais resistente ao calor e totalmente compatível com as estruturas já existentes para o 18A.
Para analistas, o índice de rendimento é o principal parâmetro. Neil Shah, da Counterpoint Research, disse à CNBC que, se a Intel alcançar rendimento acima de 90% já no primeiro mês, é provável que conquiste mais clientes.
Em Wall Street, a aposta na recuperação da Intel tem impulsionado as ações, que já sobem de forma expressiva neste ano. O governo dos EUA adquiriu 10% da empresa e a Nvidia investiu US$ 5 bilhões em setembro, fortalecendo o cenário de parcerias estratégicas.
Um dos principais obstáculos, destacam especialistas, é que a Intel ainda fabrica predominantemente chips com a arquitetura x86, enquanto clientes como Apple, Google e Amazon trabalham com Arm, domínio da TSMC. A Intel aposta que sua tecnologia de empacotamento EMIB pode, no futuro, superar gargalos de empacotamento enfrentados pela TSMC com o CoWoS, abrindo espaço para fechar grandes negócios.
E você, qual a sua leitura sobre essa corrida de gigantes da tecnologia? Compartilhe nos comentários sua opinião sobre o futuro da fabricação de chips e quem você acha que deve liderar essa revolução.
