O Ministério Público da Bahia entregou os Selos de Transparência em Salvador e abriu debate sobre valorizar o forró nas festas juninas, enfatizando a necessidade de transparência no investimento público em cultura.
Durante o evento, o promotor Frank Ferrari ressaltou que o forró é patrimônio imaterial nacional e peça central da cultura nordestina, ainda que tenha recebido pouca atenção de organizadores de festas financiadas com recursos públicos. Ele cobrou maior clareza na destinação das verbas culturais, incluindo fiscalização, prestação de contas e auditorias para evitar desvios.
Ferrari defendeu que a construção dos festejos juninos deve ser democrática e participativa, envolvendo comunidades, artistas locais, grupos tradicionais e gestores a cada ano. A ideia é que a Bahia tenha uma das celebrações mais representativas do país, refletindo a diversidade regional.
Ao encerrar o discurso, ele entregou ao presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, uma minuta de lei municipal que visa valorizar as matrizes do forró e estabelecer um percentual mínimo de recursos municipais para atrações que fortaleçam a tradição e a cultura do Nordeste, com metas de longo prazo e mecanismos de monitoramento.
Cardoso informou que levará a proposta para debate com os prefeitos baianos, prometendo ouvir as comunidades locais e os envolvidos na cena cultural antes de cada edição dos festejos, para manter o calendário alinhado às realidades locais.
E você, o que acha de tornar a participação da comunidade mais ampla na organização dos festejos juninos? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e ajude a gente a entender a visão de quem vive a cultura nordestina.
