Apple e Intel estariam alinhando uma parceria para projetar e fabricar chips nos Estados Unidos, buscando reduzir a dependência da TSMC e fortalecer a produção local diante da pressão global por semicondutores.
Pelo que divulgou o presidente Donald Trump em Truth Social, a Apple concordou em trabalhar com a Intel no desenvolvimento e fabricação de chips nos EUA. Embora ainda não haja confirmação oficial, a informação corrobora relatos de mercado de meses, citados pela Reuters, que destacam o potencial para ampliar as opções de fabricação da Apple.
Atualmente, a Apple depende muito da TSMC para seus chips mais avançados, com demanda alta de setores de IA. Uma parceria com a Intel surge como alternativa para ampliar a capacidade de produção e diminuir a dependência de um único fornecedor.
A Intel ganhou fôlego com a notícia: ações subiram cerca de 6,5% no pré-mercado, e o Wall Street Journal aponta para um acordo preliminar para fabricar alguns chips para a Apple após mais de um ano de negociações. A empresa também informou que sua tecnologia de produção 18A já entrou na fase inicial de fabricação, com demanda considerável por seus processadores centrais.
O governo dos EUA intensifica a aposta na indústria local: no ano passado, o governo adquiriu 10% da Intel e anunciou planos de investir cerca de US$ 10 bilhões para construir ou ampliar fábricas. Trump chegou a comentar que deveria ter pedido participação maior. A parceria potencial reforça a estratégia de trazer mais produção de chips para dentro do país e reduzir vulnerabilidades da cadeia de suprimentos.


Se o acordo avançar, a Apple ganhará uma presença adicional de fabricação nos EUA e a Intel terá um cliente relevante para fortalecer sua cadeia de produção. O movimento se alinha com a estratégia de diversificar fornecedores de semicondutores e reduzir a dependência da China, em meio a tensões geopolíticas e a uma demanda global por chips mais avançados.
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