PF deflagra a 9ª fase da Operação Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares autorizadas pelo STF, visando irregularidades ligadas ao Banco Master e a pessoas do universo político e empresarial ligado ao case. A ação mira possíveis crimes de corrupção, atuação de agentes públicos e lavagem de dinheiro, frutos de supostas operações de crédito consignado sob suspeita de facilitação e ocultação de recursos.

Entre os alvos confirmados está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A PF confirmou as diligências em três estados: Bahia, São Paulo e o Distrito Federal, somando 18 mandados de busca e apreensão.
Além das ações de busca, foram determinadas medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados. As apurações indicam que os fatos podem configurar delitos de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, com apurações em andamento para esclarecer vínculos e responsabilidades.
Em março, a coluna Milena Teixeira informou que a BK Financeira — empresa da nora de Wagner, Bonnie de Bonilha — recebeu ao menos R$ 11 milhões do Banco Master desde 2021. A empresa foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para a instituição, ligada ao empresário Vorcaro.
Bonnie é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia, o que reforça a intrincada relação entre esfera pública e o grupo empresarial envolvido. Wagner negou qualquer participação em intermediações ou negociações em favor da empresa, afirmando que cabe aos responsáveis esclarecer as atividades desenvolvidas.
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, já havia sido preso na primeira fase da operação e teve bens bloqueados pela Justiça, com o Banco Central ordenando a liquidação extrajudicial de instituições ligadas ao caso. Ele também responde a cobrança de cerca de R$ 247 milhões e é apontado em ações por suposta blindagem patrimonial por meio de empresas usadas para proteger ativos imobiliários.
As estimativas apontam prejuízos de até R$ 60 bilhões atingidos pelas irregularidades associadas ao Banco Master. A apuração continua para esclarecer os vínculos entre as partes e as responsabilidades envolvidas.
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