Caso Master: Polícia Federal aponta que Wagner teria realizado lobby a favor do Master no Congresso

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As investigações da Polícia Federal que embasam a 9ª fase da Operação Compliance Zero apontam que o senador baiano Jaques Wagner atuou no Congresso em defesa de pautas ligadas aos interesses do Banco Master. O STF confirmou a liberação de mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar, conforme documento oficial divulgado nesta quinta-feira.

No relatório da PF, existem três eixos de indícios, segundo o STF: favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes; atuação parlamentar como líder do governo no Senado; e influência na fiscalização de operações envolvendo o Master, incluindo a possível aprovação de propostas que beneficiariam o banco.

No âmbito legislativo, Wagner teriam atuado a favor do Master e de Augusto Lima — dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro — em três momentos. Primeiro, a Emenda nº 30 à Medida Provisória 1.106/2022, que ampliava a margem de crédito consignado para beneficiários da Previdência Social. Em segundo, a pressão pela aprovação da “emenda Master” à PEC 65/2023, com impactos sobre o limite do Fundo Garantidor de Crédito. E, por fim, a atuação na fiscalização da eventual aquisição do Master pelo BRB.

A PF também aponta que Wagner mantinha um canal de interlocução direto com Augusto Lima para receber atualizações sobre o Master — incluindo notícias, investigações, liquidação e estrutura do banco — configurando, na visão dos investigadores, uma relação funcional direcionada, e não apenas social. Os diálogos teriam utilizado chamadas de voz, mensagens temporárias e comunicações de baixa rastreabilidade, fortalecendo a percepção de risco de ocultação de provas.

Esses indícios sustentaram o pedido de busca e apreensão nos endereços residenciais de Wagner e de Augusto Lima, além dos endereços empresariais dele. No caso do ex-governador da Bahia, o STF negou a atuação da PF em seu gabinete no Congresso.

A decisão do STF deixa claro que há indícios de atuação voltada a favorecer interesses do Banco Master, com sinais de influência política e de monitoramento de informações sensíveis. E você, o que pensa sobre o tema? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos entender diferentes perspectivas sobre o assunto.

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