Acusado injustamente pela ditadura no caso da morte de JK, Josias Nunes morreu antes da retratação oficial do Estado
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Resumo rápido: Josias Nunes de Oliveira, motorista ligado a uma controvérsia da ditadura sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK), morreu aos 82 anos antes de o Estado emitir um pedido de desculpas formal. A Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) reconheceu, posteriormente, que JK e Geraldo Ribeiro faleceram em consequência da atuação do regime, mas Josias já havia sido absolvido e vivenciou hostilidade pública por décadas.
O caso remete a 1976, quando uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro sugeriu que o ônibus da Viação Cometa, conduzido por Josias, teria atingido a traseira do Opala em que JK viajava. A versão da ditadura era de que a colisão levaria Geraldo Ribeiro a perder o controle, invadindo a contramão e acertando uma carreta Scania.
Um ano depois, Josias foi absolvido da acusação de homicídio em primeira instância. A decisão foi mantida em segunda instância em 1978, quando o caso foi arquivado.
Em depoimentos à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, em 2013 e 2017, o motorista aposentado relatou ter sido hostilizado publicamente e chamado de “assassino de JK” nas ruas, mesmo após a absolvição.
No dia 29 de maio, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aprovou o relatório que conclui que JK e Geraldo Ribeiro morreram em virtude da ação do Estado ditatorial. O documento também informou que deveria “organizar um pedido de desculpas formal a Josias Nunes de Oliveira, motorista do ônibus que foi apontado como suposto causador do acidente, de acordo com a versão oficial da época”. Josias, porém, morreu antes da formalização do pedido.
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No último dia 29 de maio, a CEMDP aprovou o relatório citando o envolvimento do Estado ditatorial na morte de JK e de Geraldo Ribeiro, e recomendando a devida retratação pública ao motorista Josias Nunes de Oliveira, falecido antes da oficialização desse reconhecimento.
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