Resumo: Integrantes do Planalto e do PT esperam que Jaques Wagner entregue o cargo de líder do governo no Senado após a operação da PF desta quinta-feira (18), que mira sua relação com Augusto Lima, ex-sócio do banco Master. O movimento é visto como oportunidade para blindar a campanha de Lula e manter o foco na agenda oficial.
Interlocutores do presidente Lula aguardam uma reunião para medir a repercussão política do episódio. O Planalto busca afastar-se do escândalo, deixando para Wagner a responsabilidade de explicar os fatos, ao mesmo tempo em que analisa a possibilidade de o senador renunciar à liderança para reduzir danos.
A avaliação interna é de que Wagner fará um gesto ao entregar a liderança, mas há consenso de que ele já deveria ter se antecipado diante do que envolve a investigação. O debate interno reconhece que a PF aponta fatos graves envolvendo o senador e seu vínculo com os nomes citados.
A PF investiga se Wagner atuou em benefício de projetos do grupo financeiro, ligando-se, entre outros pontos, à chamada Emenda Master e a uma proposta para ampliar o crédito consignado, área de atuação do Credcesta de Vorcaro e Lima. A hora é de resposta firme para diferenciar-se de casos envolvendo Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira.
Por ora, a expectativa é de que Wagner tenha se deparado com uma escolha difícil diante de uma investigação que aponta fatos graves ligados ao universo financeiro. O desfecho pode redesenhar a relação entre governo e base aliada no Senado. E você, qual leitura faz do momento e das posições tomadas pelos envolvidos?
