O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, pediu nesta quinta-feira que Jaques Wagner se afaste da liderança do governo no Senado após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O deputado citou o presidente Lula ao defender que a apuração siga “doa a quem doer” e não haja interferência política no processo.
Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que Wagner deve concentrar seus esforços na defesa e manter a presunção de inocência. “Na condição de investigado, Jaques Wagner precisa se afastar da liderança para cuidar da defesa, sem abrir mão da presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo o seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, escreveu.
O parlamentar também destacou a autonomia dos órgãos de controle durante o governo Lula, afirmando que a Polícia Federal atua com independência. Wagner, por sua vez, disse que pretende manter o comando da liderança no Senado e só deixará o cargo se for uma decisão do presidente.
A discussão mostra o peso das investigações na cena política, com a Polícia Federal sendo apontada como atuando de forma independente. O caso continua em andamento, e Wagner reiterou que só deixará o papel de liderança por decisão presidencial.
E você, qual leitura faz dessa situação? Afastar ou não um ocupante de função diante de investigações em curso ajuda a manter a confiança na gestão pública, ou pode criar entraves à atuação do governo? Compartilhe sua opinião nos comentários.
