O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, negou nesta quinta-feira ter recebido dinheiro do Banco Master após a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que os US$ 49 mil encontrados pela PF correspondem a diárias de viagens ao exterior e não a recursos ilícitos, reforçando que não há irregularidade financeira em seu âmbito.
Wagner detalhou que, ao longo de suas viagens oficiais, recebeu diárias que somam cerca de US$ 70 mil e que os pagamentos foram efetuados pelo Congresso Nacional, com aquisições realizadas via Banco do Brasil. Segundo o senador, não há nada a esconder e, do ponto de vista financeiro, ele se declara absolutamente tranquilo.
No que diz respeito ao imóvel, o senador tratou do apartamento no Horto Florestal, em Salvador, avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões. Ele afirmou que não houve transferência de patrimônio e que a ideia era presentear a filha, tendo solicitado ao empresário Augusto Lima, conhecido como Guga, que comprasse o apartamento com a intenção de recomprá-lo depois, sem que o imóvel entrasse no seu nome.
Wagner assegurou ainda que nunca recebeu dinheiro do Banco Master nem de Augusto Lima, reiterando que o negócio com o imóvel tinha apenas o objetivo familiar, sem beneficiar terceiros. A declaração surge no contexto de investigações da PF voltadas a operações envolvendo o Banco Master.
Como líder do governo, Wagner mantém sua versão diante das apurações, enquanto a PF acompanha o caso de perto. E você, o que acha das explicações apresentadas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre transparência na atuação pública.
