Resumo: o governo da Bahia projeta, para 2026, um corte de cerca de 1 bilhão nas verbas da Educação, atingindo bolsas, transporte e manutenção, mesmo com a expansão do atendimento no Ensino Médio.
No conjunto, o orçamento da Educação recuará de R$ 13,57 bilhões em 2025 para R$ 12,50 bilhões em 2026, uma redução nominal de R$ 1,07 bilhão (cerca de 7,9%). Esse recuo impacta diretamente o funcionamento da rede estadual e a permanência de estudantes nas escolas.
Um dos impactos mais visíveis acontece no Bolsa Presença, cuja previsão cai de R$ 691,2 milhões em 2025 para R$ 231,2 milhões em 2026, uma perda de aproximadamente 66,5%, mesmo com meta de atendimento ampliada de 350 mil para 378,8 mil estudantes.
O programa Mais Estudo, voltado à monitoria estudantil, passa de R$ 70 milhões para R$ 36,6 milhões, um recuo de cerca de 47,7%.
Na infraestrutura, a construção de unidades cai de R$ 262,9 milhões para R$ 100 milhões (queda de ~62%), enquanto a expansão de escolas cai de R$ 203,3 milhões para R$ 100 milhões (aprox. 50,8%). Os recursos para aparelhamento escolar aparecem de forma residual, reduzindo o montante previsto em R$ 80,6 milhões em 2025.
A Educação Básica (infantil, fundamental e médio) sofre, com queda de R$ 3,08 bilhões para R$ 2,03 bilhões (cerca de 34%). O custeio diário também recua: de R$ 1,004 bilhão para R$ 691,7 milhões (? 31,1%).
No Ensino Médio, o orçamento aumenta de R$ 4,19 bilhões para R$ 4,56 bilhões (? 8,8%), mas o crescimento está majoritariamente ligado a despesas com pessoal, não a ações diretas de apoio aos estudantes. Ainda assim, o custo com a gestão de pessoal sobe para R$ 3,59 bilhões em 2026.
A Reserva de Contingência do Estado permanece em R$ 100 milhões
Os índices educacionais da Bahia continuam entre os piores do país: abandono escolar elevado no ensino médio e baixo desempenho em português e matemática, conforme Saeb e Ideb. Em 2024, a Bahia figurou entre os estados com maior abandono no ensino médio, repetindo posição crítica já observada em anos anteriores.
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