O governo federal lançou uma nova fase do Programa Celular Seguro, ampliando o combate ao roubo e à venda ilegal de celulares no Brasil. A assinatura foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, sinalizando uma atuação mais ampla que vai além do crime em si.
A medida passa a visar também a rede que se forma ao redor dos aparelhos roubados, dificultando tanto o furto quanto a circulação no mercado negro. Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo é impedir que quem lucra com a revenda ilegal encontre facilidades para lucrar.

Programa amplia combate ao roubo de celulares
O Celular Seguro reforça a estratégia do governo diante do alto número de furtos e roubos no Brasil. Dados oficiais apontam que aproximadamente 1 milhão de aparelhos são roubados por ano, considerando apenas registros formais.
O foco não fica apenas no crime em si. A ideia é atuar em toda a cadeia econômica que gira em torno do aparelho, reduzindo incentivos e dificultando a revenda ilegal, conforme explicou o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso.

Base nacional integra dados e permite consultas
O sistema já reúne informações de polícias civis, operadoras de telefonia e da Anatel. Hoje, são mais de 3,3 milhões de aparelhos cadastrados, o que amplia o alcance das consultas e da fiscalização.
A proposta permite que qualquer pessoa verifique se um celular foi roubado antes da compra, reduzindo fraudes e aumentando a segurança. Entre as funções do sistema estão:
- consulta do IMEI para saber se o aparelho foi roubado
- integração com dados de operadoras e órgãos de segurança
- registro nacional de celulares bloqueados
- alertas quando há tentativa de uso indevido
- apoio direto às investigações policiais
Outra inovação é o chamado “Modo Recuperação”, que mantém o IMEI ativo mesmo após bloqueio. Com a inserção de um novo chip, o sistema consegue identificar o uso e acionar as autoridades. Além disso, a ideia é incentivar a devolução voluntária de aparelhos adquiridos sem origem lícita, orientando o cidadão a registrar a ocorrência em uma delegacia.
Ao falar sobre o tema, Lula afirmou que saber de onde veio o aparelho ajuda a derrubar organizações criminosas, reforçando o cerco contra o roubo e o mercado paralelo.

Em síntese, o Celular Seguro avança para tratar não apenas o ato de subtração, mas toda a rede que sustenta esse crime no país, fortalecendo a proteção ao consumidor.
E você, o que acha dessas medidas? Compartilhe sua opinião nos comentários, conte se já teve experiências com o tema ou proponha ideias para tornar o programa ainda mais eficiente.
