Resumo: O segundo mandato de Donald Trump sinaliza uma revisão da política externa dos EUA para ampliar a influência na América Latina, por meio de um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe. O Brasil aparece como o próximo grande teste, com a meta de ampliar o acesso a locais estratégicos e expulsar empresas estrangeiras de infraestrutura. O cenário aponta para um realinhamento regional, impulsionado por vitórias de correntes de direita em várias nações.

Em dezembro de 2025, o governo dos Estados Unidos afirma que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, uma releitura com o objetivo de restabelecer a proeminência americana no Hemisfério Ocidental. A estratégia passa pela expansão de acesso a locais de importância estratégica e pela retirada de investimentos estrangeiros que não estejam alinhados com os interesses dos EUA na região.
Vitórias e o Brasil como teste — O texto cita o colunista John Gizzi, ligado à mídia pró-Trump, que aponta uma série de vitórias de candidatos de direita na região, incluindo Colômbia, Peru, Honduras, Bolívia e Chile, além de casos anteriores em El Salvador (2019), Argentina (2023) e Equador (2023). O artigo ressalta que apoiadores de Jair Bolsonaro se unem em torno de Flávio Bolsonaro numa tentativa de destituir Lula da Silva, sugerindo um realinhamento ideológico na região.
“A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado desde então.”
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Desafios na América Latina — O artigo republicado pela imprensa pró-Trump aponta quatro grandes desafios para Trump na região: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. O Brasil é descrito como o próximo grande teste, cuja indicação de próximos passos pode redefinir o mapa político do continente e o peso da presença norte-americana na região.
“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e uma potência política regional. A próxima eleição presidencial pode virar a disputa mais importante do hemisfério.”
Convergência de estratégias — A publicação ressalta que os EUA pretendem aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a liderança americana, fortalecendo o acesso a áreas estratégicas e desincentivando a atuação de investidores estrangeiros que não estejam alinhados com essa visão. O objetivo é manter a influência dos EUA, protegendo interesses nacionais e estratégicos na região, em um momento de mudança geopolítica no continente.
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