Resumo do dia: dólar em alta, Ibovespa em queda e petróleo recuando, acompanhando sinais de juros mais altos nos EUA e tensão no cenário global.
O dólar comercial fechou em alta, cotado a R$ 5,202, após ter alcançado R$ 5,22 na parte da manhã, em sessão de nervosismos no mercado. A taxa de câmbio ficou pressionada pela expectativa de que o Federal Reserve adote uma postura mais restritiva, diante de sinais de inflação ainda presente, além da percepção de menor apetite por ativos ligados a commodities após forte recuo do petróleo.
A Bolsa brasileira operou em baixa. O Ibovespa encerrou o pregão em 170.506 pontos, queda de 0,44%, após uma sequência de três altas. Enquanto ações ligadas a commodities sofreram, papéis com foco no consumo interno tiveram desempenho mais firme, beneficiados pela provável desaceleração de juros futuros no curto prazo.
No front internacional, investidores acompanharam o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e a volta gradativa do tráfego no Estreito de Ormuz. O petróleo perdeu fôlego: o Brent, referência global, caiu 3,81%, para US$ 73,87 por barril, e o WTI, dos EUA, recuou 3,92%, para US$ 70,34, reagindo à percepção de maior oferta global e a sinais de normalização do transporte.
O mercado também avaliou o impacto da alta do dólar sobre ativos de risco. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas, ficou próximo de níveis vistos há mais de um ano, mantendo a pressão sobre metais e mercadorias. Analistas destacam que a diferença entre as expectativas de juros americanos e brasileiros reduziu a atratividade do carry trade, contribuindo para o ajuste de ativos locais.
À medida que o Fed divulga sua direção para a política monetária e os próximos dados de inflação chegam, o cenário externo permanece no radar. No Brasil, a importância de vigilância sobre câmbio, commodity e condições de crédito segue, com investidores buscando sinais mais claros de trajetória de juros e de crescimento econômico.
E você, como essas oscilações influenciam suas decisões de investimento? Compartilhe suas opiniões nos comentários e conte o que você pretende acompanhar nos próximos dias.

