
A ex-primeira-dama Kim Keon Hee foi condenada a mais sete anos de prisão, somando-se aos quatro anos já cumpridos desde agosto de 2025, por recebimento de propina e uso de influência para facilitar nomeações de cargos públicos, elevando a pena total para 11 anos.
Kim permanece detida desde agosto de 2025, quando recebeu uma pena de quatro anos em um caso que a torna a primeira ex-primeira-dama da Coreia do Sul a ser condenada. A decisão marca um marco histórico no país.
A acusação aponta o recebimento de joias avaliadas em cerca de 103,8 milhões de won (aprox. US$ 68 mil), incluindo um colar da Van Cleef & Arpels, um broche da Tiffany & Co. e brincos da Graff, oferecidos pelo empresário Lee Bong-kwan entre março e maio de 2022, em troca de favorecimentos em nomeações públicas.
Promotores sustentaram que Kim tratou a autoridade de primeira-dama como uma mercadoria privada, aceitando bens de empresários e figuras públicas com a expectativa de influenciar decisões futuras de nomeação.
Durante o julgamento, Kim negou irregularidades, mas reconheceu ter recebido alguns presentes, alegando que foram presentes de amizade pessoal, sem que houvesse pedidos específicos em troca.
Os pedidos de Lee evoluíram gradualmente de expectativas implícitas para solicitações explícitas e específicas ao longo de três transferências distintas de objetos de valor, e o réu reconheceu claramente que os presentes estavam vinculados a esses pedidos ao aceitá-los. Existiu uma relação de troca de favores abrangente durante todo o processo de recebimento das joias.
A Corte também condenou a nomeação de Lee Bae-yong como presidente da Comissão Nacional de Educação. Kim, segundo o veredito, aceitou uma estatueta de tartaruga de ouro, avaliada em 2,65 milhões de won, e uma réplica de uma pintura famosa, em troca do pedido de nominação de Lee.
Este caso coloca em evidência o uso da posição pública para ganhos privados e reforça a visão de que a influência pode vir acompanhada de contrapartidas, mesmo em ambientes de Estado.
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