MP investiga superlotação e irregularidades em hospitais de Pernambuco


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O ór gão investiga denúncias de deputados estaduais sobre “existência de padrão sistêmico de degradação estrutural, sanitária e assistencial”

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Reprodução/TV Globo
MP investiga superlotação e irregularidades em hospitais de Pernambuco

O Ministério Público de Pernambuco abriu uma série de investigações sobre supostas falhas na rede pública de saúde do estado, com base em documentos internos de 2025 a 2026 que apontam desabamentos, desinsetização inadequada, superlotação e contaminação em hospitais de referência.

As denúncias, apresentadas por deputados estaduais, apontam a existência de um possível padrão sistêmico de degradação: o Hospital Barão de Lucena, o Hospital da Restauração, o Hospital Ulysses Pernambucano e o Hospital Geral de Areias são citados entre unidades com falhas graves, como desabamentos em UTIs, contaminação por roedores e fungos, e cupins em áreas de internação.

Além disso, há críticas a contratos de gestão e dispensas de licitação envolvendo o Hospital Mestre Vitalino e redes de UPAs. O MP decidiu dividir as denúncias para apurar cada caso, com procedimentos já em tramitação nas Promotorias de Defesa da Cidadania e da Saúde.

De acordo com o MP, as apurações foram distribuídas para tratar cada unidade: no Barão de Lucena e no Restauração, os registros tratam de reformas e condições de funcionamento; no Ulysses Pernambucano, a linha investiga a adequação estrutural; outras cinco denúncias, envolvendo o Areias, HAM e HR, tratam de desinsetização, infraestrutura sanitária e condições de atendimento.

O Governo de Pernambuco afirma seguir investindo na rede estadual. Em 2025, diz ter aplicado mais de 518 milhões de reais em melhorias, com obras no HR, HAM, HBL e HUP. O HR recebeu R$ 168 milhões; o HAM, mais de R$ 99 milhões; o HBL, cerca de R$ 87 milhões; e o HUP, aproximadamente R$ 10 milhões, entre outras ações.

Entre as entregas já concluídas, o HR ganhou a UTI Pediátrica, partes das enfermarias, a central de laudos e o diagnóstico, além da reforma de alas e a troca de elevadores. No HAM, foram inauguradas novas áreas como ambulatório, triagem obstétrica e refeitório, com equipamentos de ponta. O HBL avançou com reformas nas UTIs, mamógrafo digital e prontuário eletrônico, entre outros. O HUP passou por revitalização, com substituição de leitos e melhorias na fachada e infraestrutura de suporte.

O Governo reforça que as ações seguem dentro de um cronograma que visa manter a assistência do SUS estável durante as obras. E você, qual a sua avaliação sobre o ritmo dessas mudanças e a transparência das informações? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários.

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