A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%, o menor patamar já registrado pela PNAD Contínua, pesquisa do IBGE que monitora o mercado de trabalho desde 2012. Nesse período, a melhoria na ocupação levou a uma alta de 558 mil pessoas ocupadas, elevando a população ocupada para 102,7 milhões.
O número de desocupados atingiu 6,1 milhões, com a taxa de 5,6% representando uma queda de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior (5,8%). Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio ficou em 6,2%.
O rendimento médio mensal ficou em R$ 3.726, estável frente ao trimestre anterior (R$ 3.756) e 4% acima do observado no mesmo período do ano passado, já ajustado pela inflação.
Quanto à informalidade, 37,3% da população ocupada trabalhava sem carteira assinada ou em atividades sem regulamentação, equivalentes a cerca de 38,3 milhões de pessoas. Esse cenário mantém trabalhadores sem benefícios como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Sobre a Previdência, 66,6% dos trabalhadores estavam contribuindo para algum regime previdenciário, totalizando 68,4 milhões de pessoas. Entre os informais, há a possibilidade de alguns serem contribuinte individual.
Historicamente, o menor desemprego já registrado pela PNAD Contínua foi de 5,1% no último trimestre de 2025, enquanto o pico de 14,9% ocorreu em dois momentos da pandemia: setembro de 2020 e março de 2021. A PNAD leva em conta pessoas com 14 anos ou mais, em todas as formas de ocupação, e considera desocupados apenas aqueles que buscaram vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa, visitando cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Analistas como William Kratochwill destacam que o desemprego abaixo de 6% no período sugere uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra, ainda que as condições variem por região e setor.
E você, tem percebido impactos desse cenário no seu dia a dia? Conte nos comentários como tem sido a procura por trabalho, renda e perspectivas para os próximos meses.
