Governo da Bahia cria empresa pública de audiovisual com capital social de R$ 88 milhões em quatro anos

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Resumo: o governo da Bahia confirmou a criação da Bahia Filmes, uma empresa pública estadual voltada ao audiovisual, com aporte anual de 22 milhões de reais e previsão de movimentar 88 milhões até 2030, englobando cinema, vídeo e jogos digitais.

A decisão foi anunciada pelo governador Jerônimo Rodrigues no Cine Glauber Rocha, em Salvador, com a presença de profissionais do setor. O pacote financeiro contempla 7 milhões de reais para custeio operacional e 15 milhões de reais para atrair parceiros e patrocinadores, compondo o orçamento anual da nova entidade.

A Bahia Filmes funciona como sociedade de economia mista, em que o Governo do Estado detém a maioria das ações e o controle decisório, operando sob gestão privada. A sede ficará em Salvador, com atuação prevista para contemplar as diversas regiões do estado.

Histórico e estrutura: o projeto foi encaminhado à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em outubro de 2024. Na prática, a Bahia Filmes foi apresentada como a primeira empresa estatal de audiovisual do Brasil e, menos de um mês depois, recebeu aprovação dos deputados. A sanção da lei que a criou ocorreu em fevereiro do ano passado.

Entre as diretrizes traçadas estão: apoio a produções locais (filmes, séries, documentários e vídeos), investimento no setor de jogos eletrônicos, expansão de cinemas com salas públicas nos Territórios de Identidade da Bahia, atuação como Film Commission para divulgar locações locais e contratar equipes, além de políticas de inclusão para mulheres, negros, indígenas, jovens e pessoas com deficiência no mercado audiovisual.

Impacto econômico: estudos da pasta de Cultura apontam que o setor pode render 2,60 reais em tributos para cada 1,00 investido, com a projeção de que cada R$ 10 milhões investidos na produção audiovisual gere cerca de R$ 29 milhões na economia regional, estimulando hotelaria, gastronomia, transporte e serviços de apoio. A expectativa é também ampliar empregos: para cada 100 postos diretos criados, surgem aproximadamente 54 empregos indiretos.

Durante o evento, o governador ressaltou a trajetória pessoal para contextualizar a iniciativa, destacando a lacuna de salas públicas de cinema na Bahia e a oportunidade de corrigi-la. O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, reforçou o potencial estratégico da Bahia para a economia criativa, afirmando que a Bahia Filmes coloca o estado em um novo patamar de desenvolvimento e gera emprego a partir da identidade baiana.

A Bahia Filmes deve iniciar operações integrais nos próximos meses. Após o registro na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), já foram definidos os conselhos de administração e fiscal, além da diretoria executiva responsável pela gestão operacional. A inauguração oficial está marcada para 28 de junho de 2026, na sede da ABI, em Salvador.

Para você, leitor, qual o impacto mais importante desse movimento para o audiovisual da Bahia? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da conversa sobre o futuro criativo do estado.

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