O neonazista brasileiro João Guilherme Correa, apontado como um dos líderes da rede internacional Hammerskin Nation, foi preso na Itália neste sábado (27/6). Ele já respondia a uma condenação de 35 anos pela morte do casal Bernardo Pedroso (24) e Renata Ferreira (21), assassinato ocorrido em 2009, e vinha sendo monitorado pela Interpol, que em outubro emitiu alerta vermelho por risco de fuga e violência.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), Correa integrava o núcleo de liderança da Hammerskin Nation no Brasil. Em 2022, ele foi detido durante uma reunião nazista em Santa Catarina e ficou em prisão domiciliar até março de 2025, quando foi condenado pela emboscada que tirou a vida de Bernardo Pedroso e Renata Ferreira (24 e 21 anos). Correa fugiu antes de ser preso definitivamente.
A captura na Itália mostra cooperação internacional no combate ao extremismo. Após mais de um ano foragido, ele foi localizado na região rural de Pavia e encaminhado à sede da Polícia de Milão para interrogatório. O Brasil deve iniciar em breve o processo de extradição.
O caso também envolve Jairo Maciel Fisher, condenado a 32 anos de prisão como mandante da emboscada ocorrida numa festa que celebrou os 120 anos do nascimento de Adolf Hitler, em Campina Grande do Sul, no Paraná.
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