Às vésperas do defeso eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acelerou a agenda pelo Brasil, buscando consolidar apoios em estados-chave antes do período de restrições a inaugurações e atos de campanha.
O período de defeso, que começa em 4 de julho, restringe inaugurações e outros atos que possam soar como propaganda antecipada. Nessa janela, mudanças na comunicação institucional e limitações a nomeações, contratações e transferências de recursos entram em vigor para evitar uso da máquina pública em favor de candidaturas.
Nesta semana, Lula prioriza estados onde teve menor desempenho em 2022: Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul, seguindo para Santa Catarina, reduto histórico de apoio a adversários. A estratégia visa reforçar palanques e ampliar apoios para as eleições de outubro.
No Rio de Janeiro, Lula anunciou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD), fortalecendo a aliança local após a performance adversa de 2022. A relação com o estado é estratégica, pois abriga o terceiro maior colégio eleitoral do país.
Em São Paulo, Lula tratou de consolidar a chapa que o acompanha: Haddad lidera a aliança de apoio, com o ex-ministro Marcio França (PSB) cotado para vice e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) concorrendo ao Senado. A região é crucial para a avaliação de forças políticas em 2026.
No Mato Grosso do Sul, o presidente esteve em atividades ligadas à agricultura e infraestrutura, reforçando a candidatura de Fabio Trad (PT) ao governo. Também participou de encontros com aliados locais para fortalecer a bancada, como Vander Loubet e Soraya Thronicke, com Lula destacando os investimentos em rodovias e obras viárias na região.
Em Santa Catarina, Lula acompanhou o lançamento da terceira embarcação do programa Fragatas Classe Tamandaré, em Itajaí, enquanto o estado se prepara para eleições estaduais disputadas pelo governador Jorginho Mello (PL). O presidente criticou a recusa de alianças com o governo federal, defendendo maior integração entre governos para levar obras e benefícios ao estado.
O petista também ressaltou conquistas nacionais, afirmando que investimentos federais e parcerias são essenciais para o desenvolvimento regional. O objetivo é ampliar a base de apoio em palanques estratégicos, preparando o terreno para o pleito de outubro.
Acompanhe conosco as próximas etapas da agenda de Lula e como as alianças vão se consolidando nos estados-chave para as eleições. Qual região você acompanha de perto e o que espera das alianças políticas?







