Com a seca no DF, hospital silvestre se prepara para aumento de casos

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No Hospital da Fauna Silvestre (Hfaus), em Brasília, o 1º semestre de 2026 registrou atendimento a cerca de 1.200 animais, índice muito acima do previsto pela licitação inicial, que estimava apenas 60 casos por mês. A combinação da seca e a ampliação da rede de atendimento, que hoje envolve 24 órgãos, tem exigido mais capacidade e organização do hospital.

Comparando com 2025, o número de atendimentos já cresceu cerca de 56% nos primeiros cinco meses deste ano, com 380 animais a mais que no mesmo período anterior. A continuidade da estiagem tende a elevar esse patamar, como já ocorreu entre setembro e novembro de 2025, quando o Hfaus recebeu 1.315 animais nesse intervalo crítico.

O coordenador Thiago Marques destacou que a equipe médica foi ampliada para tratar os animais com rapidez e liberar vagas assim que possível. Em picos, chegaram a ocorrer 350 internações simultâneas, especialmente quando animais de grande porte, como lobo-guarã e tamanduá, precisam de mais espaço e cuidado.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), responsável pela gestão do hospital, ressaltou que medidas preventivas já estão em prática para evitar sobrecarga. Foram contratados 150 brigadistas para ações de prevenção e combate a queimadas, além da atuação da brigada existente para evitar incidentes na área ambiental.

Entre as principais causas dos atendimentos, a maioria envolve acidentes com animais domésticos ou animais encontrados em residências. Relatos indicam colisões com vidraças, filhotes que caem do ninho ou ataques de cães e gatos como fatores que levam animais silvestres a buscar ajuda no hospital.

Veja a quantidade de animais atendidos mês a mês em 2026:

  • Janeiro: 232 animais
  • Fevereiro: 261 animais
  • Março: 269 animais
  • Abril: 140 animais
  • Maio: 157 animais

O avanço na atuação do Hfaus está associado à ampliação da rede de atendimento e ao aumento, em 2024, de ações envolvendo diferentes órgãos, como Ibram, CBMDF, Icmbio e Sema. A estratégia é reduzir o tempo entre o contato, o tratamento e a liberação de vagas, permitindo que mais animais recebam socorro quando necessário.

Um ponto destacado pelas autoridades é a necessidade de prevenir ocorrências futuras mantidas por queimadas e pela reprodução sazonal do Cerrado, que eleva a entrada de filhotes. A prioridade é manter o equilíbrio entre acolhimento, tratamento e devolução à natureza, sem comprometer a capacidade de atendimento.

Convidamos você a compartilhar a sua visão sobre o papel do Hfaus diante da estiagem e do aumento de atendimentos. Deixe seu comentário com sugestões, perguntas ou experiências relacionadas à fauna silvestre.

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