Disputa ao governo de SP hoje tem menor número de candidatos desde 1986

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Com menos de cem dias até as eleições de 2026, a disputa pelo governo de São Paulo pode registrar o menor número de candidatos desde 1986, quando houve apenas cinco postulantes. Hoje, o cenário já aponta dois pré-candidatos com mais fôlego: o governador Tarcísio de Freitas, pelo Republicanos, e Fernando Haddad, do PT. As convenções, marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto, ainda podem trazer surpresas.

Arte/Metrópoles
Disputa ao governo de SP hoje tem menor número de candidatos desde 1986

A foto ilustra o momento da corrida ao Palácio dos Bandeirantes, com o campo ainda em definição e possíveis novas candidaturas em pauta conforme as datas das convenções se aproximam.

Entre os nomes já ventilados, duas candidaturas consolidadas aparecem no radar. O atual governador Tarcísio de Freitas representa o Republicanos, enquanto Haddad, ex-ministro da Educação e da Fazenda, é o pré-candidato do PT. A expectativa é que novas escolhas ganhem “carinho” interno até o registro formal, abrindo espaço para mais nomes, ou consolidando o cenário com apenas dois concorrentes proeminentes.

Desistências recentes também ajudam a moldar o quadro. Pa?ulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) abandonaram a corrida, o que reduz o arco de opções e pode aumentar a possibilidade de uma disputa definida ainda no primeiro turno. O comportamento dos partidos vem sendo observado com atenção por quem acompanha as estratégias de campanha para ganhar cadeiras no Legislativo, ao mesmo tempo em que o Palácio fica em segundo plano para muitos.

“Os partidos políticos estão menos interessados em ganhar a eleição para governador, exatamente porque precisam fazer muita gente nas cadeiras do Parlamento. Eles não vão gastar dinheiro com isso. Apenas quem tem mais chance de vencer está se colocando; aos demais, resta mirar deputados federais para cumprir regras de desempenho e as barreiras eleitorais”, afirma Glauco Peres da Silva, professor da USP.

A fala evidencia a leitura de que o FEFC (Fundo Eleitoral) tende a favorecer as disputas proporcionais, levando siglas a priorizar o Legislativo em detrimento da nomeação de um governador.

Dados da última eleição para governador, em 2022, mostram o teto de gastos: R$ 26,7 milhões para o primeiro turno, com acréscimo de R$ 13,3 milhões para o segundo. No Senado, o teto foi de R$ 7,1 milhões; na Câmara, R$ 3,1 milhões; e para assembleias distritais, R$ 1,2 milhão. Para 2026, os valores ainda não foram divulgados pelo TSE, o que acrescenta incerteza aos planos de campanhas já iniciados.

No pano de fundo, o cenário político trouxe também discussões sobre alianças nacionais: o ex-presidente Jair Bolsonaro sinalizou que o filho, Flávio, pode compor o palanque presidencial do PL, enquanto Lula, influente nos debates, convenceu Haddad a assumir o papel de líder da chapa petista no maior colégio eleitoral do país. Essas movimentações repercutem direto na leitura de forças e no humor do processo eleitoral paulista.

E você, o que acha que vai definir a corrida paulista neste ano? Deixe sua opinião nos comentários e diga quais nomes você acredita que podem aparecer até as convenções ou quais temas você considera decisivos para o governo de São Paulo.

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