Lula anuncia programa “Desenrola Adimplentes” voltado a reduzir juros para devedores que pagam em dia

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Em solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Lula apresentou dois programas de crédito destinados a perfis diferentes: Desenrola Adimplentes, para quem paga as contas em dia, e FIES Empreendedor, voltado a graduados que desejam abrir ou ampliar o próprio negócio. As medidas visam reduzir o endividamento com juros mais baixos, mantendo o equilíbrio fiscal.

No Desenrola Adimplentes, dívidas de até R$ 15 mil poderão ser renegociadas com juros máximos de 1,99% ao mês, abrangendo trabalhadores informais, pessoas com carteira assinada e estudantes formados pelo FIES que estejam em dia com as parcelas.

Já o FIES Empreendedor oferece crédito para quem concluiu a graduação e quer abrir ou expandir negócios. Os limites são de até R$ 180 mil para empresas e R$ 80 mil para pessoas físicas, com juros de apenas 0,87% ao mês, desde que as parcelas do FIES estejam quitadas há pelo menos três anos.

Para viabilizar as operações, o governo destinou R$ 4 bilhões do Tesouro: R$ 3 bilhões para o Desenrola Adimplentes e R$ 1 bilhão para o FIES Empreendedor. As transações são reembolsáveis e não impactam o resultado primário das contas públicas.

O Ministério da Fazenda também divulgou números do que chamou de “Novo Desenrola”: 7,5 milhões de famílias já foram beneficiadas, somando R$ 17,5 bilhões renegociados, com desconto médio de 80%. Além disso, quase 5 milhões de pessoas conseguiram limpar o nome.

Desenrola Adimplentes é voltado a trabalhadores informais com operações de crédito pessoal de até R$ 15 mil; o saldo devedor remanescente é considerado na renegociação. Podem aderir quem já quitou pelo menos 4 parcelas e estiver em dia ou com atraso máximo de 90 dias.

  • Renegociação: dívida nova para a quitação integral da antiga;
  • Taxa máxima: 1,99% ao mês;
  • Prazo: remanescente da dívida original com extensão de até 6 meses;
  • Limite de parcela: até 90% da dívida original;
  • Novo crédito: possibilidade de até 50% do saldo devedor;
  • Garantia: FGO com 50% das primeiras perdas da carteira, e 100% de garantia por operação.

Para o crédito consignado privado, empresas com carteira assinada também ganham com mudanças: o saldo devedor pode usar o FGTS como garantia, e a taxa de juros continua limitada a 1,99% ao mês.

O governo afirma que as medidas fortalecem o acesso ao crédito de trabalhadores informais e de quem mantém o financiamento estudantil em dia, sem gerar novos déficits fiscais significativos a curto prazo.

E você, acredita que essas ações vão realmente aliviar o endividamento ou estimular o empreendedorismo? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essas linhas de crédito poderiam impactar a sua vida.

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