Venezuela e acordos comerciais: o que esperar da Cúpula do Mercosul

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Mercosul: Lula e líderes sul-americanos se reúnem nesta terça-feira (30/6) para discutir integração, comércio e ajuda humanitária

Resumo rápido: nesta terça-feira (30/6), o Paraguai recebe a 68ª Cúpula do Mercosul, com Lula e líderes da região, para discutir expansão de cooperação, comércio e apoio às vítimas de tremores na Venezuela. O encontro também marca a passagem de poder no bloco e avanços comerciais regionais.

O Paraguai Sedia a cúpula, com a presença confirmada de sete chefes de Estado: Lula (Brasil), Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile) e Daniel Noboa (Equador). A reunião encerra a presidência pro tempore do Paraguai e entrega o comando ao Uruguai pelos próximos seis meses, fortalecendo o eixo de cooperação regional.

A Venezuela permanece sob suspensão do Mercosul desde 2016, com nova suspensão aprovada em 2017. Após mudanças no comando regional e a captura de Nicolás Maduro, a possibilidade de reintegrar o país é discutida, ainda que não seja o foco principal deste encontro. Enquanto isso, o Brasil coordena esforços de ajuda humanitária aos venezuelanos, em meio aos desastres causados pelos terremotos registrados recentemente.

No âmbito comercial, o Mercosul avança em parcerias estratégicas. A cúpula será a primeira desde a implementação provisória do acordo de livre comércio com a União Europeia, iniciado em maio após duas décadas de negociações. Também estão em pauta negociações com o Japão, Panamá e Índia, e a intensificação de tratativas com República Dominicana, Guiana, Suriname e Trinidad e Tobago. O entorno político e econômico segue atento aos impactos regionais.

Entre as pautas, está o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para entrada nos países do Mercosul, com formatos físico e digital. O bloco também discute a interoperabilidade de autenticação eletrônica, incluindo assinaturas feitas via gov.br. Em outra frente, o Brasil apresentará propostas de combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, além de contribuir com o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), destinado a obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e ações sociais na região. Authoridades venezuelanas informam cerca de 1.450 mortos e mais de 3 mil feridos após os tremores, com novos abalos registrados neste fim de semana.

Disso tudo, a presença de perto de 7 presidentes na cúpula sinaliza um esforço conjunto para ampliar cooperação econômica e consolidar um espaço regional estável, diante de desafios humanitários e geopolíticos. O evento também vem acompanhado de ações de resgate e apoio imediato às vítimas, com participação de aeronaves da Força Aérea Brasileira para envio de suprimentos e equipes de assistência.

Galeria de imagens

Bandeira do Mercosul
Equipes de resgate na Venezuela
Destruição após terremoto na Venezuela
Missão brasileira reúne bombeiros
Operações de resgate na Venezuela
Desabamentos e vítimas
Desaparecidos e ajuda internacional
Vítimas e socorristas

Palavras-chave: Mercosul, Lula, integração regional, comércio, Venezuela, CIN, acordos com UE, Japão, Índia, Brasil.

Como você vê o futuro do Mercosul e a relação entre seus membros diante dos desafios atuais? Deixe seu comentário e participe da conversa.

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