A senadora Soraya Thronicke rebateu, em rede social, as declarações do influenciador Paulo Figueiredo — líder próximo à família Bolsonaro — de que mulheres “votam estatisticamente mal” e anunciou a abertura de ação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso acende o debate sobre violência política de gênero e o papel das redes na política.
No vídeo exibido na segunda-feira, Figueiredo não apresentou dados ou pesquisas para embasar seu argumento sobre o comportamento eleitoral das mulheres. Soraya considerou a fala infundada e inadequada para o debate público, destacando que judiciais e institucionais devem zelar pela dignidade da participação feminina.
Na própria postagem, Soraya chamou o influenciador de “defeca pela boca” e solicitou que ele seja proibido de se comunicar publicamente por meio das redes sociais e de outros canais, ressaltando a gravidade do ataque às mulheres e a necessidade de responsabilização.
Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaros e atuante junto a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, busca apoio de autoridades americanas para pressionar sanções contra ministros do STF. Essa atuação, segundo a senadora, também dialoga com ações da administração de Donald Trump, que chegou a impor tarifas comerciais ao Brasil.
A senadora enfatizou que a violência política de gênero ultrapassa a vítima direta e atinge todas as mulheres do país, anunciando que encaminhará o caso ao MPF/PGR para que a apuração penal seja iniciada o quanto antes.
Este episódio reacende o debate sobre o papel de influenciadores na cena pública, os limites da crítica e o impacto das redes no cenário político. E você, qual é sua opinião sobre o uso dessas contas e sobre a defesa dos direitos das mulheres na política? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.
