Resumo: A Fundação Oswaldo Cruz prorrogou até 20 de julho as inscrições da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). O objetivo é incentivar escolas públicas e privadas a submeterem trabalhos que conectem saúde, meio ambiente, educação e ciência. A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas no site olimpiada.fiocruz.br.

A prorrogação confirma o compromisso da Fiocruz com a divulgação científica. Podem participar estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico Concomitante, de escolas públicas ou privadas, com trabalhos nas modalidades de produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências. Os trabalhos podem ter sido desenvolvidos em 2025 ou 2026.
Na primeira etapa, até agosto, serão selecionados 42 projetos como Destaques Regionais, que concorrem à fase nacional. Ao fim de novembro, seis projetos serão indicados como Destaques Nacionais, recebendo troféu e certificado. Um professor e um estudante de cada projeto regional será convidado à cerimônia final, no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro, com despesas de viagem cobertas pelo órgão e pelo CNPq/MCTI.
“Queremos, cada vez mais, valorizar o trabalho dos professores e, assim, dar a oportunidade para que mais estudantes vivam a experiência científica e compartilhem suas ideias com as escolas e a comunidade”, disse Cristina Araripe, coordenadora nacional da Obsma, vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.
A Fiocruz mantém ainda a premiação especial “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, voltada a equipes femininas formadas por professoras e alunas, para estimular o protagonismo feminino na ciência. Na edição anterior, o prêmio foi concedido ao projeto da Escola Estadual José Ribeiro Silva, de Baldim (MG), que tratou da vacinação e combate à desinformação sobre o tema.
Criada em 2001, a Obsma incentiva projetos escolares nas áreas de saúde, meio ambiente e ciência, fortalecendo a participação estudantil e a integração entre educação e pesquisa. A Olimpíada é bienal e já mobilizou milhares de escolas, municípios, professores e alunos ao longo das edições.
Ao todo, as 12 primeiras edições envolveram 3,6 mil escolas em 3,2 mil municípios, com a participação de 28,5 mil professores e mais de 510 mil estudantes. Mais de 10 mil trabalhos foram inscritos e 356 foram premiados nas três categorias. A Obsma segue como referência de incentivo à ciência nas escolas brasileiras.
Queremos saber sua opinião: como você enxerga a atuação da Obsma na formação de jovens pesquisadoras e pesquisadores? Deixe seu comentário com sugestões, dúvidas ou experiências de participação no programa.
