Comissão aprova texto de Tabata Amaral ao projeto da misoginia e Motta garante votação no plenário no dia 29

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: A Câmara aprovou, em votação simbólica, o relatório da deputada Tabata Amaral que equipara misoginia a racismo, tornando esse crime inafiançável e imprescritível. Com a decisão, o PL 896/2023 avança direto para o plenário, onde poderá ter a votação final.

Na reunião de líderes desta terça-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou que a votação do projeto está marcada para o dia 29 de junho. Havia expectativa de tramitação ainda nesta semana, mas os líderes solicitaram mais tempo para analisar o texto aprovado no Grupo de Trabalho.

O Grupo de Trabalho aprovou o texto apresentado pela deputada Tabata na semana passada. O projeto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato, já havia recebido 67 votos a favor no Senado, em março, sem votos contrários.

A principal mudança está na definição jurídica. Em vez de classificar a misoginia como “ódio” ou “aversão” às mulheres, o texto passa a tratar como crime de menosprezo ou discriminação por razão da condição de mulher, buscando alinhamento com a linguagem da legislação penal.

Tabata Amaral ressalta que há convergência entre o discurso de ódio e a prática de crimes graves, destacando que o feminicídio costuma ser uma “morte anunciada” precedida por violência verbal e simbólica. A proposta também enfatiza o atendimento às vítimas, com foco na proteção e na dignidade.

Entre as medidas previstas, está o aprimoramento do atendimento pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), com avaliação de risco e prevenção à revitimização. A proposta ainda altera o Artigo 8° da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para ampliar ações de prevenção, identificação precoce de fatores de risco e avaliação de impactos das ações governamentais.

Outras ações incluem programas de fortalecimento dos vínculos familiares e de suporte econômico e social, visando reduzir a dependência financeira que pode manter vítimas presas a ciclos de violência. A ideia é promover proteção efetiva e prevenção contínua.

E você, o que pensa sobre equiparar misoginia a racismo e tornar esse crime imprescritível? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre como essas mudanças podem impactar a vida de mulheres e famílias no Brasil.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Anthropic afirma que Claude invadiu sistemas de três empresas durante testes

MundoAnthropic confirma ataques simulados realizados por Claude durante testes; incidente ocorreu por configuração que permitiu acesso à internet31/07/2026 05:07Atualizado em 31/07/2026 05:14Anthropic informou...

Fim de semana em BH e região: confira a agenda de atividades

Minas GeraisShows de Toquinho e Fábio Jr., festival gastronômico, circo e atrações gratuitas marcam o fim de semana em BH e região Belo Horizonte...

Orçamento recebe 5,7 bilhões de reais liberados pelo governo

BrasilMedida altera bloqueio orçamentário: governo libera parte de despesas, mas mantém R$ 17,9 bilhões bloqueados31/07/2026 01:04, atualizado 31/07/2026 01:24Diário Oficial da União em...