“É um pouquinho mais difícil para a mulherada, mas dá certo”, afirma Michele Andrade sobre mulheres no forró

Escrito por: Diógenes Cunha

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A cantora Michele Andrade, de Pernambuco, subiu ao palco nesta quarta-feira no São João do Pelourinho, em Salvador, trazendo uma visão ampla de sua trajetória e dos desafios da presença feminina no forró e na indústria musical. Em entrevista exclusiva, ela traçou o caminho percorrido desde os 13 anos, explicando como as experiências acumuladas moldaram sua identidade artística e sua voz atual.

“Eu sou a junção de tudo que vivi até aqui”, afirma Michele, lembrando o começo da carreira em bandas e a passagem por diferentes palcos. Ela já cantou no Limão com Mel e, aos 17 anos, integrou a Companhia do Calypso, experiência que ajudou a moldar sua identidade artística.

Esse caminho a levou a construir uma personalidade própria, que se reflete tanto no repertório quanto na maneira de vestir e se comportar no palco. “A Michele foi se moldando ali, foi se sentindo à vontade para ter essa personalidade que eu tenho hoje”, explicou.

Quanto ao som, Michele descreve uma base nordestina e forrozeira, enriquecida por influências de outros estilos. “Tem um pouco ali uma pitadinha do Pagodão da Bahia, tem uma pitadinha do funk, tem uma pitadinha do Brega Funk do Recife, eu como pernambucana. Então, é uma mistura de tudo, mantendo a base do forró. É muito coringa”, resumiu.

Sobre o papel das mulheres no cenário, ela reconhece as dificuldades. “É muito difícil para a mulherada, não só na música, mas em todo trabalho. A gente tem que se esforçar um pouco mais para ser vista, a gente tem que estar toda hora mostrando o nosso trabalho e toda hora provando alguma coisa”, comentou, destacando mudanças na percepção do público e na cultura musical.

Ela enxerga o momento atual como positivo e atribui a receptividade à própria autenticidade. “Graças a Deus, eu tô vivendo uma fase muito especial, a galera tem apoiado muito, e é muito bom poder ver a visão do público voltada para o cenário musical feminino”, afirmou.

E você, o que pensa sobre a presença feminina no forró e na música nordestina? Deixe seu comentário com a sua opinião, experiências ou expectativas para Michele Andrade, e conte qual trecho da entrevista mais chamou sua atenção.

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