MPDFT apura denúncia de abuso policial durante prisão de advogado em academia

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

MPDFT, por meio do Núcleo de Controle da Atividade Policial (NCAP), instaurou uma notícia de fato para apurar supostos abusos de policiais civis durante a prisão de um advogado, ocorrida em 13 de junho, em uma academia de Planaltina (DF). A medida visa esclarecer os fatos, preservando imagens, registros e demais documentos relacionados ao episódio e ao período em que o advogado ficou sob custódia.

Segundo relatos, o advogado teria se envolvido em uma discussão verbal com outra aluna, após desentendimento sobre o uso de um aparelho de musculação. Em seguida, a mulher o teria insultado e retornado ao local acompanhada de policiais civis, quando ocorreu a suposta abordagem violenta que culminou na prisão do profissional.

Como parte da investigação, o NCAP vai requisitar informações aos órgãos da Polícia Civil e da Polícia Militar, além de determinar a preservação e o encaminhamento de imagens, registros e outros documentos relacionados à ocorrência e ao período em que o advogado permaneceu sob custódia. A academia também deverá preservar as imagens do circuito interno e externo de segurança e esclarecer quais funcionários estavam de serviço no momento.

Na manifestação, o advogado afirmou que, embora tenha informado ser pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ter passado por tratamento oncológico recentemente, essas circunstâncias não teriam sido consideradas durante a abordagem. Ele também relatou agressões físicas, ter sido impedido de contatar outro advogado e de receber atendimento adequado durante a custódia, destacando que não recebeu a devida assistência.

Conforme o relato, ele foi conduzido à 16ª Delegacia de Polícia, onde foi autuado em flagrante pelos supostos crimes de injúria, ameaça e resistência. O advogado disse ter permanecido algemado durante a custódia, teve novo pedido de assistência da OAB negado e não recebeu a medicação solicitada durante uma crise de pânico relacionada à sua condição de autista. Segundo ele, após atendimento do Samu por quadro de pressão arterial elevada, houve convulsão na carceragem e encaminhamento ao Hospital Regional de Planaltina.

O NCAP afirma que a adoção dessas medidas busca reunir elementos de informação “neutros e independentes” para o completo esclarecimento da dinâmica dos fatos, conforme as normas que disciplinam o controle externo da atividade policial exercido pelo Ministério Público.

E você, o que acha desta apuração? Compartilhe sua opinião sobre o andamento do caso e como deveria avançar a apuração para garantir transparência e responsabilidade das autoridades envolvidas.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Trump critica a Suprema Corte dos EUA e ataca ministros indicados por ele após decisão sobre voto pelo correio

Resumo: Trump critica a decisão da Suprema Corte dos EUA que rejeitou sua ordem executiva para alterar regras de voto pelo correio antes das...

Gravação mostra troca de tiros durante operação da PM em Cajazeiras XI

Resumo jornalístico: Vídeo que circula nas redes mostra tiroteio intenso durante operação da Polícia Militar em Cajazeiras XI, Salvador, nesta terça-feira (15). A...

Jerônimo reforça liberdade religiosa em encontro com evangélicos em Salvador

Resumo: Em Salvador, o candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues defende a liberdade religiosa em encontro com lideranças...