STF julgará ação do PP e Podemos para estabelecer cotas femininas no quinto constitucional

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo direto: PP e Podemos ajuizaram no STF a ADPF 1338, com pedido de liminar, para que as listas usadas na nomeação para o quinto constitucional observem paridade de gênero. A ação foi distribuída ao ministro Luiz Fux.

QUINTO CONSTITUCIONAL é a reserva de um quinto das vagas em tribunais para advogados e membros do Ministério Público. Dados do CNJ mostram que, embora as mulheres sejam maioria entre estudantes de Direito e na advocacia, sua presença diminui nas cortes superiores e no segundo grau de jurisdição.

Entre os pedidos, as legendas defendem a composição paritária nas listas sextuplas e a manutenção da presença feminina nas listas tríplices sempre que houver candidatas habilitadas, para garantir equilíbrio entre homens e mulheres no preenchimento de vagas.

Os partidos também solicitam a suspensão ou a adequação de procedimentos em andamento que não observem esses critérios, desde que ainda não tenha ocorrido nomeação definitiva. Alega-se que a ausência dessas regras viola preceitos constitucionais, como igualdade material, pluralismo e vedação à discriminação por sexo.

IMPACTO E CONTEXTO: se o STF acolher o pedido, poderá estabelecer parâmetros para futuras convocações, reforçando a agenda de equidade de gênero no Judiciário e influenciando a composição de tribunais pelo país.

Essa discussão vai além de números: é sobre representar a sociedade de forma mais fiel nos cargos mais elevados da Justiça, mantendo qualidade e experiência exigidas pelas funções. A decisão pode sinalizar uma mudança importante na cultura institucional.

O que você acha dessa medida? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como a paridade de gênero pode moldar o futuro do Judiciário no Brasil.

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