TCDF adia análise das contas do último ano de Ibaneis por ausência do balanço do BRB

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal de Contas do Distrito Federal adiou a análise das contas de Ibaneis Rocha referentes a 2025, citando a ausência das demonstrações financeiras do BRB. O banco, acionista majoritário do governo, enfrenta consequências após ter adquirido mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Banco Master. Enquanto isso, o BRB tenta levantar R$ 6,6 bilhões para capitalização, e o balanço do ano só deverá ser divulgado depois da resolução dessas pendências.

Na sessão, o relator Paulo Tadeu destacou que não cabe acolher datas que não constem no cronograma aprovado pelo TCDF. A área técnica sugeriu um prazo para o BRB apresentar as demonstrações financeiras, mas a maioria dos conselheiros não definiu uma data específica. O presidente Manoel de Andrade lembrou que o BRB, como instituição financeira, está sob supervisão de órgãos como a CVM e o Banco Central, o que pode influenciar prazos. O banco tinha até o fim de março para apresentar o resultado de 2025, mas descumpriu o cronograma. Além disso, os prejuízos decorrentes das operações com o Banco Master estão sob investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

A discussão revelou tensão entre os membros do plenário. O presidente foi alvo de críticas de conselheiros em relação ao tom de suas manifestações, com um colega participando da sessão à distância, de Portugal, onde participa do Fórum de Lisboa. Após o bate-boca, o relator reiterou que não houve consenso sobre prazos divulgados pela imprensa e que não estavam no cronograma aprovado. Conselheiros lembraram que cronogramas só podem ser definidos com a chegada dos documentos, e o tom geral foi de cautela para evitar desgaste desnecessário do tribunal.

Quanto aos números, o debate mostrou que, das cinco últimas contas, apenas uma foi aprovada em outubro e as demais, em novembro. O cronograma de julgamento depende da chegada dos documentos. Em meio a esse cenário, o BRB busca um empréstimo para reforçar seu capital, o que explica a ênfase na divulgação do balanço de 2025 somente após a solução das pendências. O GDF, acionista majoritário, acompanha com atenção para evitar impactos fiscais na gestão.

Como você vê o peso dessa supervisão sobre o BRB e as consequências para a saúde financeira do governo local? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e participe da discussão sobre transparência e controle das finanças públicas.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Lula rebate críticas e afirma não ter sido responsável pela indicação de Moraes ao STF

Resumo: Lula afirma não ser responsável pelas indicações de Moraes, Nunes Marques e Mendonça ao STF, pois não ocupava a Presidência na época;...

Prefeito defende VLT entre Itabuna e Ilhéus como eixo de integração

Resumo: Itabuna e Ilhéus discutem a possibilidade de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligaria as duas cidades em rede de aproximadamente...

Editorial: Binho Galinha e o STF — acertos e erros do Judiciário, conforme quem avalia

Resumo: TRE-BA rejeita, por unanimidade, o registro da candidatura do deputado Binho Galinha (Avante), alvo de investigação por suposta milícia em Feira de...