Resumo: a Bahia projeta um salto nos gastos com juros da dívida. De 2023 a 2026, a despesa prevista passa de aproximadamente R$ 864 milhões para R$ 1,868 bilhão, o maior patamar já registrado nas LOAs do Estado.
Essa necessidade de desembolso não paga o principal da dívida, mas os encargos cobrados sobre o crédito tomado pelo governo. O aumento reflete, em parte, o volume de empréstimos novos, além de fatores como inflação, variação cambial e juros que elevam o custo dos contratos já em vigor.
Entre as gestões, a projeção mostra variação: Jaques Wagner registra queda nos juros da dívida, de R$ 671,8 milhões para R$ 546,5 milhões (redução de 18,66%), Rui Costa apresenta alta de 26,5% (de R$ 608 milhões para R$ 769,1 milhões) e Jerônimo Rodrigues lidera o crescimento, com a despesa passando de R$ 864,9 milhões para R$ 1,868 bilhão (alta de 116,03%).
As contas oficiais também indicam uso crescente de operações de crédito. A LOA de 2023 previa R$ 1,395 bilhão em empréstimos; a previsão para 2026 sobe para R$ 1,910 bilhão. Além disso, já foi encaminhado o 24º pedido de empréstimo, totalizando cerca de R$ 32,2 bilhões em solicitações, com parte dos contratos assumidos como garantias, como no caso da Embasa, com até R$ 5,49 bilhões.
No período de Jerônimo Rodrigues, de 2025 para 2026, o custo com juros passou de R$ 1,358 bilhão para R$ 1,868 bilhão — alta de 37,55% em um ano. O aumento está ligado à prática de contratações de crédito para financiar obras e programas, criando obrigações futuras mesmo quando o dinheiro já entrou nos cofres estaduais.
Em síntese, a LOA de 2023 marcou o início da leitura da atual gestão, enquanto a proposta para 2026 aponta para o maior gasto com juros já registrado, impulsionado por novos empréstimos e pelos encargos vinculados a eles. O tema desperta debate sobre o equilíbrio entre investimento público e responsabilidade fiscal. E você, concorda com esse caminho de endividamento para financiar obras? Compartilhe sua opinião nos comentários.
