Resumo: A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Tróia contra presidiários de Pernambuco que extorquiam pessoas no DF por meio de aplicativos de relacionamento, fingindo pertencer a uma facção criminosa. O golpe do amor reuniu perfis falsos e ameaças, levando as vítimas a transferirem recursos para contas de terceiros e, assim, ocultarem a origem do dinheiro.

Segundo apuração, os criminosos reuniram dois golpes já conhecidos: o de fingir ser um integrante de facção e uma versão do golpe do amor, alavancando a internet e apps de mensagens como WhatsApp e Telegram. Enquanto criavam perfis de mulheres em redes sociais, eles trocavam mensagens com as vítimas para obter informações pessoais relevantes que serviriam de base para ameaças e extorsões.
O autor das ligações afirmava que a mulher do suposto líder era casada com ele e exigia dinheiro para não sofrer represálias, prática que mostrava organização mesmo de dentro do presídio de Igarassu, em Pernambuco, onde os milicianos cumpriam penas por outros crimes.
“Eles exigiam que as vítimas fizessem transferências de valores para as contas indicadas. Caso contrário, a facção iria executar a família da vítima”,
Enquanto uns ficavam responsáveis por criar os perfis falsos de mulheres, outros conduziam o contato com as vítimas, conduzindo-as a revelar dados sensíveis que alimentavam o esquema de extorsão.
“Além disso, após as vítimas fazerem as transferências para as contas de laranjas, o grupo fazia os saques por meio de um núcleo financeiro externo à prisão, que contava com o apoio de três mulheres que lavavam o dinheiro”,
Os recursos obtidos eram rapidamente pulverizados entre diversas contas, prática típica de lavagem de dinheiro, até o saque final e a reinserção no mercado formal, com aparência de origem lícita. A investigação também aponta a denúncia de um morador do Riacho Fundo, que relatou o esquema após trocar mensagens com uma suposta mulher em aplicativo de relacionamento, sendo posteriormente alvo de ameaças por parte de um suspeito que dizia compor a facção criminosa.
A Polícia Civil do DF reforça que a operação deixou claro o modo como a organização atuava, com divisão de tarefas bem definida e alcance para além das paredes do sistema prisional. Trata-se de um caso que une golpe do amor e falsos integrantes de facção para explorar vítimas de maneira ousada e estruturada.
Fique atento: notícias como essa mostram a importância de checar informações em apps de relacionamento, evitar compartilhar dados pessoais e desconfiar de pedidos de dinheiro feitos por mensagens. Queremos saber sua opinião: você já viu cases parecidos ou recebeu contatos suspeitos online? Compartilhe nos comentários suas experiências e reflexões sobre como lidar com esse tipo de golpe.
