Teerã recebeu, nesta sexta-feira, o velório privado de Ali Khamenei, cerca de quatro meses após a morte do aiatolá em um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel. A cerimônia reservada reuniu membros da cúpula e familiares, que se emocionaram diante do caixão, em sinal de luto. O funeral de Estado deverá seguir até 9 de julho, com homenagens previstas no Irã e no Iraque, e cerimônias públicas programadas para começar no final de semana.
Entre os presentes estavam alguns dos mais influentes: o conselheiro do líder, o comandante Mohsen Rezaei, o presidente do Irã Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Eje’i. A participação de autoridades reforça o peso da cerimônia, realizada em meio a um aparato de segurança reforçado.
O líder supremo Mojtaba Khamenei não participará do velório do pai por razões de segurança, segundo o aiatolá Hakim Elahi, representante do líder na Índia. A ausência é atribuída ao risco de ataques durante as cerimônias, que começaram na quinta-feira (2/7), conforme a imprensa estatal.
A programação pública prevê início no Grande Palácio Imã Khomeini, em Teerã, com dois cortejos fúnebres marcados para 6 e 7 de julho — um na capital e outro em Qom — antes do sepultamento, previsto para 9 de julho em Mashhad, cidade natal do aiatolá, no nordeste do país.
Imagens oficiais mostram centenas de pessoas, entre políticos, integrantes da cúpula religiosa e militar, acompanhando a despedida. A cobertura destaca a solenidade e o peso político em torno da liderança iraniana neste momento crítico das relações com os EUA e Israel.


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