O Brasil avançou em sua estratégia de abertura comercial ao ratificar acordos de livre comércio com a União Europeia, a EFTA e Singapura, ampliando o acesso de seus produtos a mercados-chave na Europa e na Ásia. Os instrumentos foram depositados em 30 de junho junto ao governo do Paraguai, que preside o Mercosul neste semestre, concluindo a etapa brasileira dos dois processos.
Os instrumentos de ratificação foram depositados em 30 de junho junto ao governo do Paraguai, país que preside o Mercosul neste semestre, encerrando a etapa brasileira dos dois processos.
No âmbito da estratégia de diversificação de mercados, os acordos fortalecem o acesso brasileiro a horizontes estratégicos na Europa e na Ásia, com impactos variados para cada bloco.
Mercosul × EFTA — o acordo com o bloco europeu da EFTA elimina tarifas para a maioria dos produtos industriais e pesqueiros, além de abrir cotas para carnes, milho, mel e óleos vegetais. A EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, somando mais de 280 milhões de consumidores.
Mercosul × Singapura — assinado em dezembro de 2023, o tratado entra em vigor em 1º de agosto e garante tarifa zero para 100% das exportações brasileiras para a cidade-estado. Em 2025, o comércio entre Brasil e Singapura atingiu US$ 10,7 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 7,4 bilhões e superávit de US$ 4,1 bilhões, destacando óleo combustível, máquinas e carnes.
As reformas comerciais ainda ampliam o acesso a serviços, atraem investimentos e incluem um capítulo sobre comércio eletrônico, além de abrir cotas para diversificar a pauta agroalimentar brasileira.
Ganhos esperados — com a vigência dos acordos, a parcela do comércio brasileiro beneficiada por preferências tarifárias deve passar de 12% para 31,2%.
Consulta Brasil-Japão — o MDIC abriu uma consulta pública sobre um possível acordo com o Japão, com contributions abertas até 15 de agosto pela plataforma Brasil Participativo, para orientar a posição brasileira nas negociações futuras. O Mercosul e o Japão somam cerca de 400 milhões de habitantes, PIB combinado próximo de US$ 7 trilhões e US$ 11,5 bilhões em comércio em 2025.
Você acompanha de perto as mudanças na agenda de acordos comerciais? Compartilhe nos comentários como você acredita que esses acordos podem impactar seu setor e a economia do país.


