Nova onda de ataques extremistas atinge cristãos no Cinturão Central da Nigéria, com dezenas de mortes reportadas na região de Mushere, Plateau. As informações locais apontam ao menos 22 mortos, enquanto a iReach Global eleva o saldo a até 28 fiéis, incluindo um pastor. A organização observa que a tragédia pode ser ainda maior e critica a resposta do governo diante do sofrimento das comunidades cristãs.
Os agressores teriam invadido uma residência, trancado a porta e aberto fogo contra todos que estavam dentro, inclusive um pastor, conforme relato da iReach Global. Um vídeo divulgado pela CBN News mostra o reverendo Ezekiel Dochomo durante o enterro das vítimas, em uma cerimônia marcada por uma vala comum coberta por folhagens onde os corpos foram sepultados.
“Segundo informações de nossos parceiros locais, até 28 cristãos foram mortos no domingo na cidade de Mushere, na Área de Governo Local de Bokkos, no Plateau”, afirmou a organização cristã. Clint Lyons, diretor-executivo da iReach Global, afirmou ainda que o massacre revela um padrão e que o governo nigeriano não tem respondido ao sofrimento dos cristãos na região. “Estamos vendo uma relutância em responder quando os cristãos estão sofrendo. Além disso, neste mesmo incidente havia um destacamento do Exército Nigeriano a aproximadamente um quilômetro e meio, e eles levaram duas horas para agir”, disse ele.
Para apoiar as vítimas, a iReach Global informou que está enviando alimentos, suprimentos e Bíblias às famílias afetadas pelos ataques contínuos.
Violência extrema e ataques sistemáticos contra cristãos não são novidade na região. Em maio, sete fiéis foram decapitados pelo Boko Haram, grupo jihadista responsável por graves violações de direitos humanos. Em fevereiro, jihadistas do Estado Islâmico deixaram 162 mortos em ataques a duas aldeias. No início de junho, ao menos nove cristãos foram mortos e outras 11 pessoas ficaram feridas em um ataque no estado de Kaduna, no norte do país.
Como você vê a proteção das minorias religiosas na Nigéria e a resposta das autoridades diante de ataques tão recorrentes? Deixe seus comentários, opiniões e sugestões para ampliar o debate sobre segurança, ajuda humanitária e responsabilidade do governo na região.
