
Em Washington, Flávio Bolsonaro (PL) deverá falar por cinco minutos na audiência do USTR, que discute a possível imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, um tema que promete acirrar as negociações e colocar o radar de Brasília em uma posição de decisão.
No Brasil, o câmbio apontou queda com o dólar recuando 0,7%, cotado a R$ 5,13, enquanto o Ibovespa registrou queda de 0,93%, fechando em 172.200 pontos.
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, indicou uma mudança nas expectativas para a inflação em 2026, que caiu de 5,33% para 5,30%.
No front de commodities, o petróleo oferece sinais de estabilidade após um período de volatilidade. A Opep+ anunciou um aumento de produção de 188 mil barris por dia a partir de agosto de 2026, levando o Brent a US$ 71,99 e o WTI a US$ 68,55, devolvendo os preços aos patamares anteriores ao conflito.
Nos Estados Unidos, o discurso de Christopher Waller, membro do Federal Reserve, reforçou que a inflação elevada continua como o principal obstáculo para a política monetária. O índice de serviços ficou em 54,0 em junho, enquanto o emprego no setor subiu para 51,2, sinalizando recuperação do mercado de trabalho.
A agenda também acende o alerta sobre a possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, tema que será discutido no âmbito da USTR. O encontro terá a participação de Flávio Bolsonaro, com discurso de cinco minutos, nesta terça-feira, 7/7, em Washington.
Especialistas ressaltam que o cenário combina fatores externos — câmbio, petróleo e política monetária — com a tensão eleitoral brasileira, mantendo o debate sobre relações bilaterais em alta volatilidade.
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