71 anos é a soma mínima das sentenças mantidas por um tribunal de apelação no Irã contra cinco cristãos, por práticas religiosas do cristianismo como orar, batismos, a ceia e o Natal. Além disso, o Estado confiscou Bíblias e outras publicações religiosas para uso do Ministério da Inteligência. Na prática, apenas a pena mais severa é executada, reduzindo o total a 48 anos de prisão.
Entre os cinco estão dois prisioneiros de consciência: o pastor iraniano-armênio Joseph Shahbazian e o convertido Nasser Navard Gol-Tapeh, que voltaram a ser detidos em fevereiro do ano passado, após já terem cumprido seis anos por participação em igrejas domésticas.
As demais vítimas são três mulheres: Lida, esposa de Joseph; Aida Najaflou, convertida ao cristianismo que fraturou a coluna ao cair da beliche na prisão; e uma terceira cristã cuja identidade não foi divulgada.
Em termos de penas, Nasser, Joseph, Aida e a mulher não identificada receberam 10 anos de prisão cada, com base no Artigo 500 do Código Penal reformado; Lida recebeu 8 anos. Além disso, outras 5 anos foram acrescidos por uma segunda acusação de “reunião e conluio” para Aida, Lida e a terceira cristã, enquanto Joseph recebeu mais 6 anos. Aida ainda teve mais 2 anos adicionados por acusações de propaganda associadas a postagens nas redes sociais, e ainda não está claro se Nasser teve punição adicional.
Na prática, essas somas significam que a pena a ser cumprida pelos fiéis é de 48 anos, pois, em casos com várias sentenças, apenas a de maior duração entra em vigor. Além disso, o Estado confiscou os bens pessoais, incluindo Bíblias e publicações religiosas, para fins de investigação pelo Ministério da Inteligência.
O caso é lembrado como repetição do cenário do ano anterior, quando dois cristãos foram condenados a 12 anos de prisão cada um por suposto contrabando de Bíblias para o Irã.
E você, qual é a sua leitura sobre a pressão sobre comunidades cristãs no Irã e as implicações para a liberdade religiosa? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião.
